O presidente americano, George W. Bush, assinou nesta sexta-feira um decreto executivo que determina como suspeitos de terrorismo devem ser tratados.
O decreto proíbe tratamentos cruéis e desumanos a quaisquer suspeitos presos e interrogados por autoridades americanas e determina que atos de tortura são intoleráveis.
Entre os atos de tortura descritos estão abusos sexuais e ataques contra crenças religiosas dos detidos.
A Casa Branca não revelou se outros procedimentos de interrogação polêmicos e não descritos no decreto também estão banidos pelas novas regras. A medida não deve deixar satisfeitos os críticos do governo americano, que dizem que o decreto ainda é vago e deixa brechas para técnicas consideradas inaceitáveis.
CIA
Os Estados Unidos têm sido criticados por grupos de direitos humanos por técnicas de interrogação como waterboarding, que consiste em submergir o preso em água, quase o afogando.
Críticos também reclamam que a CIA, agência de inteligência americana, administra prisões secretas e transporta prisioneiros para outros países para torturá-los.
A Casa Branca se recusou a informar se a CIA administra programas de detenção e de interrogação, mas afirmou que caso isso aconteça precisa ocorrer dentro das normas do decreto executivo.
O diretor da CIA, Michael Hayden, afirmou que a ordem dá à agência a clareza legal que a entidade precisa para conduzir suas investigações.
Advogados militares afirmam que o principal objetivo do decreto é oferecer proteção aos oficiais da CIA que são acusados em tribunais americanos por abuso de prisioneiros.
Bush assina decreto que proíbe tortura de suspeitos
Sexta, 20 de Julho de 2007 às 16:27, por: CdB