Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Bush amplia corrida armamentista com orçamento de US$ 100 bilhões

O presidente norte-americano, George W Bush assinou a liberação de um orçamento de defesa que prevê US$ 100 milhões (R$ 178 milhões) para a criação de armas espaciais, capazes de atingir alvos em qualquer lugar do mundo em apenas duas horas. (Leia Mais)

Quarta, 14 de Novembro de 2007 às 10:08, por: CdB

O presidente norte-americano, George W Bush assinou a liberação de um orçamento de defesa que prevê US$ 100 milhões (R$ 178 milhões) para a criação de armas espaciais, capazes de atingir alvos em qualquer lugar do mundo em apenas duas horas. O sistema consistiria num veículo que seria enviado ao espaço em velocidade hipersônica – seis vezes maior que a velocidade do som – e, de lá, lançaria ogivas de alta precisão na direção do alvo para, em seguida, voltar à Terra, podendo ser reutilizado.

Com o novo programa de ataques, os Estados Unidos teriam capacidade de interceptar possíveis ataques de mísseis inimigos em um curto espaço de tempo, sem depender de bases do país em outros países. O projeto, batizado de Falcon, é o mais ambicioso do orçamento militar de US$ 459 bilhões (R$ 818 bilhões) para o ano fiscal de 2008, que se concentra principalmente no desenvolvimento de armas e não em gastos relacionados às operações no Afeganistão e no Iraque.

Teste perigoso

O texto também destina milhões de dólares para programas de proteção de satélites militares e comerciais americanos, entre eles um veículo capaz de relançar satélites atacados e também funcionar como substituto para os que tiverem sido danificados por inimigos. No texto do orçamento, aprovado pelo Congresso na semana passada, representantes do partidos Democrata e Republicano dizem que "aumentar essas capacidades é crucial, particularmente após a demonstração das armas anti-satélites chinesas em janeiro passado".

No teste, a China usou um míssil de médio alcance, lançado do solo, para destruir um satélite meteorológico obsoleto. Na época, diversos países expressaram preocupação, temendo que o sistema pudesse provocar uma nova corrida armamentista espacial. Os Estados Unidos já estão envolvidos em uma disputa com a Rússia, devido aos planos americanos de construir instalações de defesa antimísseis no Leste Europeu.

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