O presidente George W Bush admitiu pela primeira vez, nesta quarta-feira, que desde que assumiu o governo do Estados Unidos mantêm suspeitos de terrorismo em prisões secretas da CIA fora do território americano.
Em seu discurso, Bush, disse que os 14 suspeitos detidos nestas prisões serão beneficiados pelos direitos das Convenções de Genebra e terão sua custódia transferida para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Entre os suspeitos que serão transferidos está o suposto mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001, Khalid Sheik Mohammed.
De acordo com o presidente norte-americano tanto as prisões secretas quanto a captura de terroristas são fundamentais para a segurança do país já que fornecem informações de inteligência.
-Nossa segurança depende de informações conseguidas dessa maneira -, afirmou.
Bush disse que será instaurado um projeto para reestruturar o julgamento dos estrangeiros acusados de terrorismo detidos na base americana de Guantánamo, em Cuba. Grupos de direitos humanos criticam as forma com que os suspeitos detidos na base americana são tratados, sem terem direitos a advogados, nem julgamentos, além de serem expostos a humilhações diversas.
Autoridades do primeiro escalão do governo Bush afirmam que a CIA já deteve mais de cem suspeitos em diferentes localidades fora dos EUA.
Bush admite prisões secretas da CIA no exterior
Quarta, 06 de Setembro de 2006 às 14:41, por: CdB