Os helicópteros que faziam as buscas dos cinco desaparecidos na queda de um helicóptero S-76 da empresa BHS, na Bacia de Campos, hoje pela manhã, já suspenderam as atividades. No entanto, embarcações com mergulhadores vão trabalhar a noite toda.
O acidente, que aconteceu às 8h20 de hoje na Bacia de Campos, no norte do Rio de Janeiro, causou a morte de Carlos Augusto Rodrigues, funcionário da empresa BHS, que presta serviço à Petrobras. Ele chegou a ser resgatado com vida, mas acabou falendo posteriormente. Viajavam na aeronave onze pessoas, sendo que seis pessoas foram resgatadas e outras cinco estão desaparecidas.
O helicóptero, modelo Sikorsky do tipo S76A, tinha acabado de decolar do navio plataforma FPSO Brasil e seguia para a plataforma P-31, localizada a 133 quilômetros da costa, quando caiu. O piloto chegou a entrar em contato com a base e avisou que faria um pouso forçado na água.
A plataforma fica a cerca de 90 quilômetros do aeroporto do Farol, em Macaé e o tempo de viagem costuma ser de 40 minutos. Momentos antes do acidente, o piloto informou à base pelo rádio que precisaria fazer um pouso forçado na água.
Há suspeita de que os passageiros que continuam desaparecidos possam estar mortos e presos dentro do helicóptero. A profundidade no local é de cerca de 370m. A aeronave poderá ser remoida com o auxílio de um robô.
A Marinha e a Petrobras, procuram agora, Igor Nesv da Silva, Eleomar Rossi, Adilson Alves de Paula, Anidalmo Moares Siqueira, Carmos Asgusto Rodrigues e Ricardo Antônio da Silva, que estão desaparecidos.
Em nota oficial, a Petrobras informou que "imediatamente acionou seu plano de contingência, envolvendo a mobilização de barcos, helicópteros e especialistas para apoio às atividades".
Técnicos do Departamento de Aviação Civil (DAC) estão em Macaé para iniciar as investigações sobre as causas do acidente. De acordo com a assessoria de imprensa do DAC, ainda não há prazo definido para a conclusão das investigações.
Investigações
O Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) vai participar, a partir de amanhã, da comissão que apura as causas do acidente. A entidade será representada pelo diretor Valter de Oliveira. Nota do site, diz que a entidade trabalha no sentido de que as lições de mais este triste episódio tenham valia para que novas tragédias não ocorram.
O sindicato "manifesta com particular pesar as condolências à família do trabalhador Carlos Augusto Rodrigues, da empresa Siemens, que morreu enquanto recebia os primeiros socorros. Ao mesmo tempo, a entidade mantém acesa a esperança de que os cinco trabalhadores que não haviam sido encontrados, sejam resgatados com vida".
"Desde os primeiros instantes após o acidente, o Sindipetro-NF mobilizou todos os seus diretores e assessores para acompanhar o caso. Agora, se mantém à disposição das famílias envolvidas e da sociedade no sentido de buscar os esclarecimentos sobre o episódio e contribuir para apontar soluções que evitem novos acidentes".
De acordo com levantamento da Federação Única dos Petroleiros, este é o quarto acidente com vítimas fatais em vôos a serviço da Petrobras em menos de um ano, sendo o segundo do Norte Fluminense - em 5 de julho de 2003, uma aeronave da mesma empresa, BHS, caiu na Bacia de Campos, quando tentava pousar em um navio de apoio no Campo de Marlim. Cinco trabalhadores morreram. Outros dois acidentes aconteceram no Amazonas, matando mais três trabalhadores.