Busca por crédito entre empresas cai 4,9% em julho
A demanda de empresas brasileiras por crédito recuou 4,9% em julho em comparação ao mesmo mês do ano passado, informou a Serasa Experian nesta quinta-feira.
Por Redação, com Reuters e ABr- de São Paulo:
A demanda de empresas brasileiras por crédito recuou 4,9% em julho em comparação ao mesmo mês do ano passado, informou a Serasa Experian nesta quinta-feira.
Na comparação mensal com junho, a procura por crédito avançou 7,2%
Na comparação mensal com junho, a procura por crédito avançou 7,2%, devido à maior quantidade de dias úteis em julho. Com o ajuste por dias úteis, a demanda teria recuado 2,1% refletindo as dificuldades do cenário econômico atual, segundo a Serasa.
No ano, os dados apontam avanço acumulado de 2,4% em comparação aos primeiros sete meses do ano anterior.
A procura por créditorecuou 3,8% entre micro e pequenas empresas em julho ante o mesmo mês do ano passado. Entre as companhias de médio porte, foi registrada uma forte queda de 22,1% na busca por crédito, enquanto a demanda entre grandes empresas caiu 17,7%, de acordo com dados da Serasa.
Inadimplência
A inadimplência das empresas teve crescimento de 6,6% em julho na comparação com junho, segundo a empresa de consultoria Serasa Experian. Na comparação com julho de 2014, o índice teve elevação de 12,6%.
No acumulado deste ano até julho, o índice teve elevação de 12,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi o maior percentual nesta base de comparação desde 2012, quando houve aumento de 15,2%.
Os títulos protestados foram os que mais pesaram para a alta do índice no mês, com crescimento de 14,2%. As dívidas não bancárias, como de cartões de crédito, financeiras, lojas em geral, prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, subiram 4,2%. Os cheques sem fundos, 11,9%. A inadimplência com os bancos teve queda de 1,9%.
O valor médio dos títulos protestados cresceu 14,1% de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor médio dos cheques sem fundos e das dívidas não bancárias tiveram alta de 8,5% e 0,5%, respectivamente. O valor médio da inadimplência com os bancos registrou queda de 17,6%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a recessão econômica vem afetando negativamente a geração de caixa das empresas e o encarecimento do crédito pelas sucessivas elevações das taxas de juros, aumentando as despesas financeiras e prejudicado a saúde financeira das empresas brasileiras.
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