Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Burocracia estatal aborrece José Dirceu

Considerado um dos ministros mais ativos do governo Lula, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, admitiu nesta terça-feira que não é fácil trabalhar com a estrutura burocrática do governo federal. Ao comentar a saída do assessor especial da Presidência, Oded Grajew, Dirceu afirmou que seu dever é trabalhar ativamente para reformar o país e diminuir as barreiras da burocracia. (Leia Mais)

Terça, 11 de Novembro de 2003 às 20:13, por: CdB

Considerado um dos ministros mais ativos do governo Lula, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, admitiu nesta terça-feira que não é fácil trabalhar com a estrutura burocrática do governo federal.

Ao comentar a saída do assessor especial da Presidência, Oded Grajew, Dirceu afirmou que seu dever é trabalhar ativamente para reformar o país e diminuir as barreiras da burocracia.

- Eu estou cansado. Mas eu tenho, por dever de ofício, de trabalhar para cada vez mais desburocratizar e melhorar a eficiência do Estado. É uma luta. É preciso lembrar como é que nós encontramos a administração pública do Brasil - disse.

Dirceu rotulou como mesquinharia a suposição de que Grajew tenha deixado o governo por estar insatisfeito com suas funções, ou por uma possível superposição de cargos dentro do programa Fome Zero. "É mesquinharia pura. Considero uma maldade procurar encontrar razões outras para a saída. Ele é muito grande e não merece essa pequenês", enfatizou Dirceu.

Segundo o ministro, a natureza de Grajew é de "semear idéias que se transformam em forças sociais". Por isso, na avaliação do ministro, o assessor especial da Presidência julgou ser mais produtivo deixar o governo para continuar atuando em prol do Fome Zero à frente de instituições não-governamentais. "Ele não estava nem um pouquinho incomodado. Estava muito bem no governo, perguntem para ele", concluiu.

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