Aproximadamente 6,7 milhões de búlgaros terão direito a voto no próximo sábado para escolher os componentes da sexta legislatura do Parlamento do país balcânico depois da queda do comunismo, na qual todas as pesquisas indicam que os socialistas terão maioria.
Caso se confirmeM as pesquisas, o primeiro-ministro e antigo czar da Bulgária, Simeón de Saxônia e Coburgo, cederá inevitavelmente o poder, após sofrer uma constante perda de popularidade.
O novo Parlamento terá que designar o governo cuja tarefa básica será promover a adesão da Bulgária à União Européia (UE) em 1º de janeiro de 2007, objetivo prioritário que figura nos programas dos principais partidos políticos.
Além disso, terá que combater a pobreza, o desemprego, a corrupção e o crime, que junto com os problemas no setor da saúde são os que mais preocupam os búlgaros.
22 partidos e coalizões competem pelas 240 cadeiras do Parlamento búlgaro.
A Coalizão pela Bulgária, integrada por oito partidos de esquerda em torno do Partido Socialista Búlgaro (BSP), terá o maior número de deputados, segundo todas as pesquisas de opinião, e alguns chegam a admitir que poderia conseguir até a metade das cadeiras.
Outro resultado que os sociólogos dão por certo é o segundo lugar para a Aliança Nacional Simeão II (NDS II).
Os analistas concordam que neste pleito não há nenhuma novidade importante e que todos os partidos com possibilidades de entrar no Parlamento já governaram.
- O que caracteriza estas eleições é a falta de um grande drama e de uma grande esperança - assinalou recentemente o cientista político Ivan Krastev.
Uma das poucas novidades é a chamada cédula integral na qual aparecem todos os 22 partidos e coalizões participantes e que substituirá as cédulas com as cores dos partidos às quais o eleitorado búlgaro está acostumado.