A Bulgária buscava nesta quinta-feira notícias sobre o destino de dois búlgaros feitos reféns no Iraque, depois que um deles foi morto e o prazo final para a execução do outro venceu durante a noite.
O país balcânico, que manteve firme a posição pró-EUA no Iraque, foi atormentado pelas notícias de que um dos motoristas de caminhão havia sido morto. A televisão Al Jazeera disse na última terça-feira que o vídeo da execução era forte demais para ser exibido.
"Esperamos receber o vídeo da execução de um dos reféns búlgaros no Iraque hoje (quinta-feira), disse à Reuters a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Viktoria Melamed, acrescentando que até agora o país não podia confirmar qual dos dois reféns havia sido morto.
Os sequestradores - liderados por Abu Musab al-Zarqawi, considerado aliado da Al Qaeda - ameaçaram na última quinta-feira matar os motoristas Georgi Lazov, de 30 anos, e Ivailo Kepov, de 32, se as forças lideradas pelos EUA não libertassem prisioneiros iraquianos.
A Bulgária lançou uma batalha diplomática para tentar resgatá-los, entrando em contato com líderes árabes e apelando para os militantes através de canais árabes. Mas o país, recém-incorporado à Otan, manteve sua política, dizendo que seus 470 soldados continuarão no Iraque enquanto for necessário.
O governo recusou-se a confirmar qual dos dois motoristas foi executado, afirmando que ainda há dúvidas. A mídia búlgara identificou o homem como Lazov. Sua mãe, Maria, foi exibida aos prantos na TV.
A mídia local questionou a política exterior do governo do país de oito milhões de habitantes, mas apoiou a maneira como está lidando com a crise dos reféns. "Se cedermos aos terroristas agora, isso somente mostrará que os assassinos ganharam e que nós nos rendemos", disse o jornal Trud em comentário de primeira página.
O governo disse estar preocupado com o crescente fluxo de caminhões viajando em direção ao Iraque desde o início da crise dos reféns, apesar das advertências de perigo. A mídia disse que uma viagem de 15 dias ao Iraque pode render a um motorista até 1.500 dólares, em um país onde a média salarial é de 150 dólares.