Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Bug do milênio

Em 1999, foram publicadas centenas de matérias sobre o bug do milênio. Milhares de dólares foram gastos para mudar programas, de maneira a evitar a parada dos computadores na virada do século, uma vez que todos os programas escritos até a década de 90 tinham apenas dois dígitos para o ano. Falou-se muito dos bilhões de dólares de indenizações que seriam devidos pelos danos que seriam causados pelos erros de programa. (Leia Mais)

Terça, 14 de Outubro de 2003 às 09:42, por: CdB

Em 1999, foram publicadas centenas de matérias sobre o bug do milênio. Milhares de dólares foram gastos para mudar programas, de maneira a evitar a parada dos computadores na virada do século, uma vez que todos os programas escritos até a década de 90 tinham apenas dois dígitos para o ano. Falou-se muito dos bilhões de dólares de indenizações que seriam devidos pelos danos que seriam causados pelos erros de programa.

Agora, em 2003, começam a ser conhecidas as primeiras decisões judiciais provocadas pelo bug do milênio. E não se tratam de processos relativos a erros de programas de computador. São ações de cobrança da IBM contra empresas que ainda usavam os sistemas operacionais DOS, VSE ou Visam e se recusavam a pagar a taxa mensal de licença de uso desses softwares, argumentando que se teriam tornado públicos desde o início da década de 90.

Como tais sistemas operacionais não estavam preparados para a virada do milênio, a IBM resolveu precaver-se contra ações por perdas e danos pelo bug, demandando ações contra várias empresas, pleiteando o pagamento de faturas que elas consideram indevidas. As empresas alegam que, na época, a lei de informática definia que o direito autoral sobre programas se limitava a 20 anos de seu lançamento.

Ainda que o objetivo da IBM fosse apenas rescindir contratos, em uma das ações, julgada recentemente, ganhou em primeira instância o direito de receber inclusive faturas que foram pagas, conforme comprovantes acostados ao processo. Uma decisão que - data vênia - causou grande surpresa.

À CÔTÉ
A governadora Rosinha Garotinho desembarcou, ontem, na Corte, para tratar com senadores da reforma tributária, acompanhada por respeitável séquito.

Com ela, o secretário de Fazenda do Rio, Mário Tinoco, um assessor, além do deputado Eduardo Cunha.

Cunha, aliás, só sai da toca quando a governadora está em Brasília.

SALTO ALTO
A deputada Denise Frossard (PSDB) é toda sorrisos quando perguntada sobre a candidatura à Prefeitura do Rio, nas eleições do ano que vem.

A empolgação é tamanha que ela fala como se já estivesse eleita.

- Quando eu assumir...

RENDEU-SE
A tradicional banca de jornais dos irmãos Vanzillota, no coração da Praça Saens Peña, na Tijuca, deixou de funcionar 24 horas por dia.

Agora, fecha as 22 horas. Motivo: segurança.

RACHADO
O PMDB não conseguiu demonstrar unidade ontem, na reunião dos governadores com o Senado para tratar da reforma tributária. Dos cinco governadores do partido, compareceram Rosinha, Germano Rigoto (RS) e Luiz Henrique (SC).

As ausências de Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE) podem custar politicamente ao partido, que cobra do Governo dois ministérios.

TEMPO
Um gaiato cronometrou: o minuto de silêncio da Câmara em homenagem ao deputado José Carlos Martinez, na última semana, durou apenas 30 segundos.

Deve ter sido marcado por algum rolex.

LIQUIDANDO
O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, também empresário de ensino em Minas Gerais - é dono do Colégio Pitágoras, espalhado por todo o Estado - acaba de transferir 50% do negócio para um grupo americano.

Não faz muito tempo, vendeu, também para uma multinacional, a Biobrás, gigante da área de biotecnologia, que era tocada por um irmão, consagrado cientista, falecido prematuramente num hospital de Belo Horizonte.

UPGRADE
A reformulação no Jornalismo da Band deu Ibope. O jornal da emissora já supera em audiência o comandado por Boris Casoy, na Record.

Já é o segundo em audiência na televisão brasileira.

Vai correr atrás do Jornal Nacional, da Rede Globo, líder há vários anos.

À ITALIANA
O ladrão italiano, Renato Rinnino, 41 anos, que ficou famoso em 1994 depois de roubar as jóias do herdeiro da coroa britânica, o príncipe Charles, foi assassinado em sua casa em Gênova num aparente ajuste de contas.

Ele estava no apartamento da mãe quando um

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