Candidato à Presidência da República pelo PDT, Cristovam Buarque afirmou nesta quarta-feira que não quer pretende ser como seus concorrentes, ou seja, "candidato da aspirina". Ele usou a expressão em entrevista à rádio Bandeirantes, para reforçar a tese de que a única solução para o Brasil é uma revolução educacional.
- Prefiro ser o candidato de uma nota só do que o candidato aspirina - disse.
Segundo o pedetista, seus adversários usam medidas paliativas para resolver problemas imediatos, mas nenhum coloca como prioridade a educação. Buarque usou como exemplo o caso da ameaça de fechamento da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo.
- A gente tem que deixar claro: manter hoje a fábrica é uma aspirina que o Brasil precisa. A cirurgia que a gente precisa para o futuro é educação - disse.
Buarque acrescentou que não se importa com as críticas que recebe pela insistência no tema da educação. Ele explicou que pretende "subverter a cultura política, colocando como eixo do projeto nacional a educação."
- Eu sou um candidato com causa. Candidato com causa perde voto, mas não perde a causa - afirmou o pedetista.
Ele também criticou o atual presidente:
- A gaveta do presidente Lula tá cheia dos projetos de lei que nós precisamos fazer para mudar esse país porque eu deixei lá quando fui ministro - disse, referindo-se ao tempo em que ocupou o Ministério da Educação no governo do PT.