O goleiro do Flamengo Bruno Souza, a mulher Dayanne, Luiz Henrique Romão, conhecido como 'Macarrão', e Sérgio Rosa Sales podem ser soltos à meia-noite desta sexta-feira, quando terminam as prisões temporárias dos acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio. A Justiça mineira decidirá se decreta prisão preventiva ou se libera todos da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Minas Gerais.
A Polícia Civil e o Ministério Público pediram a prisão preventiva dos acusados e o MP-MG solicitou, também, que Fernanda Gomes Castro, amante do goleiro que confessou ter cuidado do filho do atleta com Eliza Samudio, fosse presa.
De acordo com o advogado dos acusados, Ércio Quaresma, Fernanda está na capital mineira e aguarda decisão da Justiça.
Na quarta-feira, o promotor Gustavo Fantini, do MP-MG, apresentou denúncia contra o goleiro Bruno e mais oito acusados pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do atleta. O promotor também pediu à Justiça a prisão de Fernanda Gomes de Castro, 32 anos, amante do jogador e única entre os suspeitos que ainda não está na cadeia.
Nos últimos cinco dias, Fantini e mais dois promotores estudaram as 1.600 páginas do inquérito da Polícia Civil mineira. Os três analisaram se deveriam solicitar novas provas à polícia, se o melhor seria denunciar cada um dos acusados de acordo com a participação que tiveram na trama ou se todos deveriam responder pelos mesmos crimes.
Segundo o TJ de Minas, Bruno vai responder por seis crimes: homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha, corrupção de menores e subtração de incapaz. Somadas, as penas chegam a 45 anos de prisão.
A amante Fernanda; a mulher Dayanne Aparecida Rodrigues do Carmo; o braço direito, Luiz Henrique Romão, o Macarrão; o primo Sérgio Rosa Sales; Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; o caseiro Elenílson Vítor da Silva; e Flávio Caetano de Araújo também terão que se defender das mesmas acusações.
Já o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Neném, apontado como o assassino de Eliza, deverá responder por homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver, totalizando 36 anos de reclusão.