Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Brown defende atuação de Blair na guerra do Iraque

Terça, 03 de Maio de 2005 às 03:18, por: CdB

O ministro britânico da Economia, Gordon Brown, defedeu, nesta terça-feira, o primeiro-ministro, Tony Blair, perante a contínua polêmica sobre a guerra do Iraque, e insistiu que foi tomada a decisão em defesa dos interesses nacionais.

Brown voltou a respaldar o chefe de governo depois que a esposa de um soldado britânico falecido na segunda-feira no Iraque culpou Blair pela morte do militar.

- Achamos que tomamos as decisões corretas para os interesses econômicos nacionais - ressaltou o ministro da Economia, considerado rival de Blair e sucessor natural deste.

Brown disse compreender o sofrimento da família do soldado Anthony Wakefield, morto no Iraque pela explosão de uma bomba em uma estrada enquanto patrulhava.

Brown admitiu que o governo "tem coisas a aprender, como Tony Blair disse, sobre a forma com que foram feitas as coisas, o dossiê (pela assessoria legal sobre a intervenção armada), mas no final queríamos dar prioridade à segurança do Reino Unido e o interesse nacional britânico".

Segundo Brown, o Oriente Médio é uma zona mais segura agora que o Iraque é um país democrático.

O ministro também advertiu que trabalhistas descontentes com o governo que quiserem votar no Partido liberal-democrata (terceira força política do país), como forma de castigo, podem permitir a chegada dos Conservadores (na oposição) ao poder.

- Só se pode ter um Governo Trabalhista ou um Conservador - insistiu Brown, em referência ao sistema eleitoral britânico, de maioria simples em um só turno.

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