O ministro britânico da Economia, Gordon Brown, defedeu, nesta terça-feira, o primeiro-ministro, Tony Blair, perante a contínua polêmica sobre a guerra do Iraque, e insistiu que foi tomada a decisão em defesa dos interesses nacionais.
Brown voltou a respaldar o chefe de governo depois que a esposa de um soldado britânico falecido na segunda-feira no Iraque culpou Blair pela morte do militar.
- Achamos que tomamos as decisões corretas para os interesses econômicos nacionais - ressaltou o ministro da Economia, considerado rival de Blair e sucessor natural deste.
Brown disse compreender o sofrimento da família do soldado Anthony Wakefield, morto no Iraque pela explosão de uma bomba em uma estrada enquanto patrulhava.
Brown admitiu que o governo "tem coisas a aprender, como Tony Blair disse, sobre a forma com que foram feitas as coisas, o dossiê (pela assessoria legal sobre a intervenção armada), mas no final queríamos dar prioridade à segurança do Reino Unido e o interesse nacional britânico".
Segundo Brown, o Oriente Médio é uma zona mais segura agora que o Iraque é um país democrático.
O ministro também advertiu que trabalhistas descontentes com o governo que quiserem votar no Partido liberal-democrata (terceira força política do país), como forma de castigo, podem permitir a chegada dos Conservadores (na oposição) ao poder.
- Só se pode ter um Governo Trabalhista ou um Conservador - insistiu Brown, em referência ao sistema eleitoral britânico, de maioria simples em um só turno.
Brown defende atuação de Blair na guerra do Iraque
Terça, 03 de Maio de 2005 às 03:18, por: CdB