A Grã-Bretanha tem um novo primeiro-ministro. O trabalhista Gordon Brown assumiu o cargo depois de ser convidado formalmente pela rainha Elizabeth II a formar um novo governo.
Brown substitui o seu colega de partido Tony Blair, que ficou à frente do governo do país por uma década.
Após participar pela última vez como primeiro-ministro de uma sessão de perguntas e respostas no Parlamento, Blair seguiu ao Palácio de Buckingham, onde entregou sua renúncia à rainha Elizabeth II.
Foi a vez então de Brown chegar ao palácio para ouvir da rainha o pedido oficial para que lidere a formação do novo governo.
A mudança de comando ocorre sem eleições populares.
O novo primeiro-ministro, que serviu como ministro das Finanças durante os dez anos de governo de Blair, havia assumido a liderança do Partido Trabalhista, em substituição a Tony Blair, no domingo.
Na Grã-Bretanha, o líder do partido com a maioria no Parlamento é quem assume o cargo de primeiro-ministro.
Prioridades
Brown apontou a educação e a habitação popular como algumas das principais prioridades de seu governo, mas disse que a "prioridade imediata" é a melhoria do sistema público de saúde.
Ele também admitiu que a questão do Iraque é uma questão divisiva para seu partido e para o país e prometeu aprender lições que precisam ser aprendidas.
Apesar disso, Brown não detalhou possíveis mudanças na política britânica em relação à guerra no Iraque.
A passagem do poder será acompanhada por um grupo de pais de soldados britânicos mortos no Iraque, que realizam um protesto em frente à residência oficial do primeiro-ministro no número 10 da Downing Street.
Blair, após deixar o cargo, viajou a Sedgefield, no noroeste do país, onde está seu domicílio eleitoral.
Ele deve anunciar no local também sua renúncia ao cargo de deputado pela região, após 24 anos de sua primeira eleição.
O ex-premiê deve deixar a política local para assumir o cargo de enviado especial do Quarteto (ONU, União Européia, Estados Unidos e Rússia) para as negociações de paz entre Israel e os palestinos.