O crescente preço do petróleo "oferece risco real" de prejuízo à economia mundial e a Grã-Bretanha deve trabalhar com os outros consumidores para, ao mesmo tempo, baixar os preços e diminuir a dependência do petróleo e outros combustíveis fósseis a longo prazo.
- Nosso objetivo deve ser reduzir o preço do petróleo - disse ele, durante o lançamento de uma estratégia de energia renovável em Londres, nesta quinta-feira.
Previsão
Presidente da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, em declarações ao canal francês France 24, afirmou nesta quinta-feira que o preço do barril de petróleo ficará entre US$ 150 e US$ 170 neste verão no hemisfério Norte.
- Prevejo provavelmente preços de US$ 150 a US$ 170 neste verão. Talvez caiam um pouco até o fim do ano. Tudo dependerá do Banco Central Europeu (BCE) e da decisão que pode tomar sobre um aumento das taxas de juros [na zona euro]. Neste momento, penso que o preço do petróleo aumentará - declarou Khelil à TV.
Ele também citou as ameaças contra o Irã como um fator que pode elevar as cotações, além da demanda de gasolina, sobretudo nos Estados Unidos, ter um peso maior. Ao ser questionado se as cotações podem disparar até US$ 200, Khelil respondeu apenas que não sabia. Nesta terça-feira, Khelil disse que as cotações do petróleo não vão cair.
- A Opep já fez o que podia e os preços não vão cair - disse.
Em baixa
O secretário-geral da Opep, Abdallah el Badri, disse também que a organização não tem a intenção de aumentar a produção, "já que não existe falta (de petróleo)".
O preço do petróleo fechou em baixa de 1,79% no pregão da New York Mercantile Exchange (Nymex), na véspera, cotado a US$ 134,55, puxado para baixo pelo crescimento não esperado das reservas semanais da commodity nos EUA. As reservas de petróleo nos Estados Unidos cresceram em 800 mil barris e atingiu 301,8 milhões de barris na semana passada, informou o Departamento de Energia. O resultado surpreendeu os analistas do setor, que apostavam em um recuo de 1,7 milhão de barris.
Uma alta nas reservas aponta que o consumo de combustíveis está em baixa nos Estados Unidos, indicando desaceleração econômica. Com menor demanda --o país é o maior consumidor mundial da commodity, o preço tende a cair. As reservas de gasolina, por sua vez, caíram 100 mil barris, para 208,8 milhões de barris. A expectativa dos analistas era de redução de 200 mil barris.
Os estoques de destilados (diesel e combustível de calefação) cresceu 2,8 milhões de barris, atingindo 119,4 milhões de barris. A previsão era de alta de 1,9 milhão de barris. A falta de mais notícias sobre os problemas geopolíticos na Nigéria e no Irã (dois dos maiores produtores de petróleo do mundo) também colaboraram para a queda, já que eles foram responsáveis pela alta desta quarta-feira.