O apoio da população à proposta de Londres para organizar os Jogos Olímpicos de 2012 alcançou seu maior índice, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
O resultado da pesquisa dá um alívio momentâneo aos organizadores de Londres-2012 quatro dias depois de a cidade cancelar um pacote de ajudas financeiras para federações esportivas e comitês nacionais.
A pesquisa demonstra que 79% dos londrinos apóiam a realização dos Jogos Olímpicos na cidade. Londres disputa com Paris, Nova York, Madri e Moscou. O COI anunciará a cidade vencedora no dia 6 de julho, em Cingapura.
- Esta pesquisa mostra que a maioria esmagadora dos londrinos vê a diversidade da capital como um de seus pontos fortes. Em Londres nós literalmente temos o mundo em uma cidade. Qual lugar seria melhor para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos? - disse o prefeito de Londres, Ken Livingstone, nesta quarta-feira.
O líder da candidatura, Sebastian Coe, que afirmou no início desta semana que o corte dos benefícios financeiros não representava nenhuma perda "terminal" na proposta, recebeu bem o resultado da pesquisa.
-Esta pesquisa é importante para relembrar que o apoio à candidatura continua crescendo. É um aumento do apoio à nossa campanha para receber os Jogos e manda um sinal poderoso ao movimento olímpico da recepção fantástica de Londres-2012 - disse ele.
As apresentações das propostas de Londres e Nova York à autoridades esportivas em Berlim, na semana passada, levantaram suspeitas do presidente do COI, Jacques Rogge, sobre tentativas de suborno.
Nova York ofereceu às federações de esportes olímpicos a chance de ganhar uma participação no lucrativo mercado norte-americano em um plano para desenvolver parcerias esportivas com cada entidade, mas a Comissão de Ética do COI liberou a candidatura da cidade após uma investigação.
O COI ainda não se pronunciou sobre as propostas de Londres. A capital inglesa prometera dar 50 mil dólares em crédito a cada Comitê Olímpico Nacional pelo uso dos centros de treinamento britânicos, numa conta de 10 milhões de dólares, além de cartões de descontos para restaurantes, lojas e cinemas.