A maior central sindical da Grã-Bretanha, Unite, está se unindo ao sindicato norte-americano United Steelworkers (USW), que representa os metalúrgicos, para criar uma nova entidade "global", a Workers Uniting, com 3 milhões de associados.
A fusão, a ser assinada em Las Vegas, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira, tem o objetivo de sincronizar negociações salariais com companhias multinacionais. A Unite foi formada no ano passado de uma fusão entre dois dos maiores sindicatos britânicos: Transport and General Workers Union e Amicus, que representavam milhares de trabalhadores de vários setores.
Derek Simpson, secretário-geral adjunto de Unite, disse que a iniciativa é uma resposta inevitável para a globalização das empresas.
– O poder político e econômico de companhias multinacionais é formidável. Elas podem jogar os trabalhadores de uma nação contra os de outra para maximizar seus lucros. Com este acordo nós podemos finalmente começar o processo de fechar esta lacuna – disse o sindicalista.
Simpson pediu a outros sindicatos, da Polônia à Austrália, para se unirem ao Workers Uniting. O presidente do USW, Leo W. Gerard, disse que a fusão das entidades britânica e americana é necessária para enfrentar "o crescente poder do capital global".
– A globalização deu aos financistas licença para explorar trabalhadores nos países em desenvolvimento às custas de nossos membros nos países desenvolvidos – afirmou.
– Só a solidariedade global entre trabalhadores pode superar este tipo de exploração global onde quer que ela ocorra – completou.
Britânicos e norte-americanos criam supersindicato
Quarta, 02 de Julho de 2008 às 08:25, por: CdB