Ambientalistas culpam a expansão da cultura da soja na Amazônia pela destruição da floresta. O governo britânico e o The Nature Conservancy, um grupo americano que é conservacionista com relação à natureza, lançaram um plano de certificação com o objetivo de garantir que a produção de soja na Amazônia brasileira seja compatível com a preservação do meio ambiente.
Entre as medidas previstas estão manter a floresta intocada em 80% de suas terras e preservar fontes de água. O plano dará certificados a fazendeiros que observam as leis ambientalistas brasileiras.
A maior preocupação dos ambientalistas é com a possiblidade de o plano ter um efeito contrário, estimulando a produção de soja, e não limitando-a. O grupo Greenpeace afirma que a produção de soja na Amazônia é, por definição, extremamente danosa ao meio ambiente, e não é sustentável.
Ambientalistas também estão preocupados com a forma como o projeto será supervisionado.
Alguns projetos de certificação para extração de madeira, por exemplo, acabaram servindo como cobertura para exportação ilegal.
O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos. O aumento da demanda por parte da China, nos últimos anos, fez com que aumentasse a produção de soja no país. O governo britânico diz que está financiando parte do projeto porque a soja brasileira também é exportada para a União Européia.
A multinacional Cargill, que tem feito lobby pela construção de portos na Amazônia para a exportação de soja, também está envolvida no projeto.