O chefe da Polícia britânica, o comissário Ian Blair, disse nesta terça-feira, que a política de atirar para matar foi revisada depois da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes. Charles deu a informação ao ser interrogado por um grupo de deputados.
Ele explicou, entretanto, que se trata de "um número pequeno de mudanças administrativas", já que a estratégia "continua sendo a mesma", declarou o comissário, que está sendo submetido a uma forte pressão desde a morte do brasileiro Jean Charles, em 22 de julho na estação de metrô de Stockwell, ao sul de Londres.
Blair voltou a defender a atuação das Polícias, desta vez ante o comitê parlamentar encarregado de estudar a resposta das autoridades britânicas aos atentados de 7 de julho e aos ataques fracassados de 21 de julho em Londres.
- Acho que passamos um momento-chave e agora temos que encontrar a via para debater esses temas" como a política de atirar para matar, "sem revelar os detalhes das táticas - disse o chefe da Polícia ante o comitê de Assuntos Internos da Câmara dos Comuns.
Compareceram à sessão três primos de Jean Charles - identificados como Alessandro, Vivien e Patricia - com quem o comissário quis se reunir à parte para apresentar pessoalmente suas desculpas pela morte do jovem. Essa oferta foi, entretanto, "amavelmente" declinada pela família, segundo um porta-voz da Scotland Yard.