Em nota divulgada na manhã desta quinta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores, o ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, David Milliband, nega a intenção de promover a internacionalização de terras na Amazônia. O ministro participou de encontro na cidade de Monterrey, no México, onde o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone, chefia a delegação brasileira.
"Deixei muito claro que o interesse do governo do Reino Unido não é o de apoiar ou promover a compra da Floresta Amazônica, mas, sim, de trabalhar com os colegas brasileiros (e outros países) para apoiar o manejo florestal sustentável" afirma Milliband, na nota.
A proposta de "um plano de privatização da Amazônia" havia sido divulgada neste domingo pelo diário britânico Daily Telegraph, em reportagem assinada por Patrick Hannessy. O plano, segundo o jornalista, resolveria problemas de desmatamento da Amazônia e serviria para proteger a região. O ministro Milliband teria feito a proposta durante a reunião sobre clima, energia e desenvolvimento sustentável realizada desde esta quarta-feira, no México. No encontro também foram abordados temas como a substituição dos combustíveis fósseis e as ações para implementação da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, prevista para novembro, em Nairóbi (Quênia).
Em resposta à reportagem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira que "a Amazônia brasileira não está à venda". E Langone informou, em nota, que nesta quarta-feira foi procurado pelo ministro do Reino Unido:
- Ele negou a intenção de fazer qualquer anúncio a respeito da proposta veiculada pela imprensa. Da mesma forma, Miliband afirmou ter sido mal interpretado em suas declarações à imprensa daquele país - concluiu.
Teoria
Segundo fonte, no entanto, há um movimento orquestrado de vários países europeus, com a participação de segmentos econômicos dos EUA, para internacionalizar a Amazônia:
- Os controladores ingleses, liderados pelos banqueiros Rothschild, já têm uma estratégia bem definida para atingir o objetivo de internacionalizar a Amazônia. Eles investem na atuação de agentes de influência, que são as ONGs, a mídia e os chamados "movimentos populares", para defenderem a tese de que o governo brasileiro não tem competência para administrar a região. Toda a trapalhada no controle do espaço aéreo, na recente tragédia do avião da Gol, será mais um fato negativo a ser explorado, comprovando que o Brasil não tem condições, sozinho, de proteger e conservar a região florestal que eles consideram "um patrimônio da humanidade" - disse a fonte.