As Brigadas dos Mártires de Al-Aksa, braço armado da Al-Fatah, ameaçaram neste domingo, realizar ataques sem precedentes contra Israel e estudam os métodos para aperfeiçoar e intensificar suas investidas até o fim da ocupação.
Em comunicado enviado à imprensa, o grupo diz que "atualmente estuda a maneira de melhorar as formas de luta e, em breve, começará a realizar ataques sem precedentes contra a ocupação israelense, seja onde ela se encontrar".
As Brigadas afirmam que o grupo está bem preparado para "uma luta a longo prazo e não só por alguns dias ou meses", ao mesmo tempo em que afirmam: "estamos agora no processo de melhorar e desenvolver nossas atividades militares".
"Intensificaremos nossos ataques contra o inimigo até que as forças de ocupação se retirem completamente de nossos territórios ocupados", acrescenta o comunicado. "Não há lugar suficiente para a ocupação e os colonos em nossas terras", afirma.
Enquanto isso, o grupo advertiu sobre o que considerou "uma conspiração que foi planejada contra o povo palestino e todas suas forças da resistência", em referência a informações que apontam a realização de reformas nos organismos de segurança palestinos.
O Egito elaborou uma proposta para treinar as forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em previsão de uma possível retirada israelense da Faixa de Gaza.
Segundo fontes de segurança palestinas, Cairo propôs ao presidente palestino, Yasser Arafat, que reduza os aparatos de segurança a três, em lugar dos sete existentes, e ofereceu ainda supervisionar os oficiais de segurança.
"Todos os planos que foram apresentados nos últimos dias para unificar e preparar as forças de segurança para uma eventual evacuação são ilusões, em relação à ocupação continuar e o presidente Yasser Arafat siga sob confinamento em Ramala", conclui o documento das Brigadas.