BRICS não precisam de moedas estrangeiras, diz premiê russo
O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou que o uso de moedas nacionais nos pagamentos entre os países-membros do BRICS visa minimizar os riscos da política monetária dos Estados-emitentes de moedas de reserva.
O político russo também notou que pagamentos em moedas nacionais podem dinamizar a influência dos países do BRICS
O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou que o uso de moedas nacionais nos pagamentos entre os países-membros do BRICS visa minimizar os riscos da política monetária dos Estados-emitentes de moedas de reserva.
Em entrevista ao jornal esloveno Delo, Medvedev fez lembrar que os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) inauguraram novas instituições financeiras – o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e o Arranjo Contingente de Reservas – que deverão permitir a realização de projetos conjuntos.
- Devo acrescentar que os recursos do Arranjo serão destinados para reforçar a segurança financeira global e complementar os mecanismos já existentes neste domínio. Tal cooperação financeira é benéfica não só para os países BRICS, mas também para a estabilidade da economia mundial em geral.
Após a última cúpula dos países do BRICS, as partes assinaram uma declaração com a intenção de utilizar moedas nacionais nas transações comerciais entre eles.
- Para que é que fazemos isso? Primeiramente, para minimizar as consequências para os nossos países da política financeira dos Estados-emitentes de moedas de reserva.
O político russo também notou que pagamentos em moedas nacionais podem dinamizar a influência dos países do BRICS.
- Estamos interessados em aumentar os laços econômicos com os países do BRICS. Até agora não temos utilizado todo o potencial possível de cooperação. E, é claro, numa situação em que parte do mercado europeu foi fechada para nós, naturalmente, começamos a olhar um pouco mais atentamente em outra direção - disse Medvedev.
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