No país do futebol, a prática do críquete — versão oficial do popular bete ou taco — já atrai brasileiros. Mulheres inclusive, como as brasilienses da primeira equipe feminina do país. Pioneiras, elas são a própria Seleção Brasileira da modalidade. E é nessa condição que vão disputar três históricos jogos, contra as favoritas argentinas, sexta-feira, sábado e domingo, em Curitiba.
Competindo ainda de forma amadora, as jogadoras locais reconhecem o favoritismo das adversárias, uma das forças continentais do esporte. Mas não há como escapar do confronto. “Esse ‘batismo’ para apresentar e oficializar a equipe é exigência do Conselho Internacional de Críquete (ICC — International Cricket Council)”, explica Érika Reinehr, a Kika, capitã da equipe.
A partir de então, a Seleção Brasileira — que tem apoio da IF Seguros e Clínica Salute — poderá receber convites para eventos internacionais, como já ocorre com o time masculino. “As mulheres já fazem história nesse esporte”, orgulha-se Kika. “Mas sabemos que vamos enfrentar um time bom pra caramba.”
De origem inglesa e praticado inicialmente por nobres, o críquete expandiu-se pelos vários países que foram submetidos à colonização britânica, como Paquistão, África do Sul, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Ainda hoje, é esporte da elite social devido aos altos preços de seus principais equipamentos: taco, bola, luvas, capacete, protetores etc.
Mesmo tendo sido incluído nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900, com a Inglaterra conquistando a medalha de ouro, o críquete nunca mais integrou o programa das olimpíadas. “É um jogo demorado. Algumas partidas chegam a durar até cinco dias e isso desestimula os investidores”, explica Kika.
Brasilienses formam a primeira Seleção Brasileira feminina de críquete
Quarta, 05 de Setembro de 2007 às 10:00, por: CdB