Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Brasília: revezamento da tocha é acompanhada por manifestantes

Os primeiros metros do revezamento da Tocha Olímpica na Esplanada dos Ministérios serviram de espaço para manifestações políticas contra e a favor do impeachment da presidenta Dilma

Terça, 03 de Maio de 2016 às 08:51, por: CdB

O revezamento da Tocha Olímpica chegou à Praça dos Três Poderes, depois de ter percorrido toda a Esplanada dos Ministérios

Por Redação, com ABr - de Brasília:   Os primeiros metros do revezamento da Tocha Olímpica na Esplanada dos Ministérios serviram de espaço para manifestações políticas contra e a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
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Medalhista de ouro em Atenas, o cavaleiro Rodrigo Pessoa em competição com o cavalo Status
Assim que Fabiana Claudino, jogadora da seleção de vôlei, passou a tocha para o matemático Artur Ávila Cordeiro de Melo, na plataforma do prédio do Congresso Nacional, que, em seguida, repassou para o karateca de Brasília Gabriel Hardy, grupos de manifestantes tentaram se aproximar, mas foram impedidos pelos policiais. O atleta percorreu a Avenida das Bandeiras, em Frente ao Congresso Nacional, até a pista do Eixo Monumental próximo ao prédio do Ministério da Justiça, onde entregou a tocha para o ginasta Ângelo Assumpção. Neste momento, centenas de pessoas acompanhavam o revezamento que foi em direção à Catedral de Brasília. O revezamento da Tocha Olímpica chegou à Praça dos Três Poderes, depois de ter percorrido toda a Esplanada dos Ministérios. A chegada da Tocha na praça foi saudada por um imenso coração desenhado no céu pela Esquadrilha da Fumaça.

Grupos

O revezamento da Tocha Olímpica na capital federal é marcado por bate-boca entre grupos contra e a favor do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os dois grupos, com poucos participantes, caminham lado a lado e seguem os condutores do revezamento. O grupo a favor do processo, que tramita no Senado, está com faixas com a seguinte frase: "Dilma cometeu crime", em inglês. Já o grupo contra o processo exibe faixas com a seguinte frase: "Não ao golpe", em diversas línguas, como russo, árabe e inglês. A discussão entre os manifestantes não atrapalhou a condução da tocha pela Esplanada dos Ministérios. A polícia acompanha os grupos.

Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o Brasil vai receber bem atletas e turistas estrangeiros para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, apesar da grande instabilidade política atual no país. Dilma participou nesta manhã da cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto. – Sabemos das dificuldades políticas que existem em nosso país hoje. Conhecemos a instabilidade política. O Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico da nossa história e da história da democracia do nosso país, conviver porque criamos todas as condições para isso com a melhor recepção de todos os atletas e de todos os visitantes estrangeiros. Tenho certeza de que um país cujo povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso nos próximos meses – afirmou. A lanterna contendo a chama olímpica chegou nesta terça-feira às 7h25 ao Aeroporto Internacional de Brasília, ponto de partida para um roteiro que, nos próximos 95 dias, incluirá 327 cidades das cinco regiões do país, passando pelas mãos de 12 mil pessoas até chegar, no dia 5 de agosto, ao Estádio Maracanã, local onde será acesa a Pira Olímpica e celebrada a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A chama foi acesa no dia 21 de abril, em frente ao Templo de Hera, localizado na cidade grega de Olímpia. Sete aeronaves da Esquadrilha da Fumaça sobrevoaram a Esplanada dos Ministérios no início do revezamento da Tocha Olímpica. No céu, a esquadrilha desenhou os aros olímpicos e escreveu Rio 2016.
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