Rio de Janeiro, 02 de Maio de 2026

Brasília muda rotina para visita de Bush

Sexta, 04 de Novembro de 2005 às 09:54, por: CdB

O governo brasileiro se prepara para a chegada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e sua comitiva ao país neste sábado. A previsão é de que ele chegue a Brasília amanhã à noite e deixe o país no domingo.

George W. Bush vem ao Brasil a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois se encontram na manhã e início da tarde de domingo, na Granja do Torto.

O governo brasileiro considera importante a visita, como informou o subsecretário de assuntos políticos do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

- Esperamos que seja uma visita muito importante para relançar o relacionamento bilateral que se encontra em momento proveitoso - afirmou.

Segundo Patriota, ao final do encontro deverá ser divulgado um comunicado conjunto. Entre os assuntos que deverão ser discutidos, estão o fortalecimento dos mecanismos de cooperação nas áreas de ciência e tecnologia, educação, meio ambiente e saúde. Além disso, serão debatidas ações de promoção da igualdade racial.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os Estados Unidos representam o principal parceiro comercial individual do Brasil, sendo que o país americano é destino de quase um quinto das exportações brasileiras.

A vinda de Bush a Brasília promete mudar a rotina da cidade. Um dos maiores esquemas de segurança já vistos está sendo armado na capital do país.

Ao todo, mais de 600 homens da Polícia Federal brasileira e da americana, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica estarão envolvidos.

A chamada Operação América terá também participação de agentes do serviço secreto dos Estados Unidos e do Departamento de Inteligência brasileiro.

Algumas manifestações contra o governo norte-americano também estão previstas.

- Naturalmente, teremos preocupação como todo anfitrião que recebe um convidado estrangeiro, em assegurar que a visita se desenvolva em condições aceitáveis. Mas, as manifestações no Brasil costumam ser pacíficas, uma expressão natural da democracia - afirmou Antônio Patriota.

Segundo ele, as manifestações devem ser encaradas com naturalidade e não como motivo de preocupação.

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