Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Brasília fará levantamento de índice de infestação por Aedes aegypti

Até a próxima sexta-feira, cerca de 600 homens do Corpo de Bombeiros, do Exército e da Secretaria de Saúde vão percorrer no Distrito Federal

Terça, 12 de Abril de 2016 às 07:17, por: CdB

 

Segundo a Secretaria de Saúde, o mapeamento é uma determinação do Ministério da Saúde e é feito desde 2001 para direcionar ações de prevenção e controle do vetor

  Por Redação, com ABr - de Brasília:   Até a próxima sexta-feira, cerca de 600 homens do Corpo de Bombeiros, do Exército e da Secretaria de Saúde vão percorrer no Distrito Federal aproximadamente 26 mil imóveis em busca de focos da larva do mosquito Aedes aegypti.
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Este é o primeiro levantamento desse tipo feito no Distrito Federal em 2016
Segundo a Secretaria de Saúde, o mapeamento é uma determinação do Ministério da Saúde e é feito desde 2001 para direcionar ações de prevenção e controle do vetor, após identificar os criadouros predominantes e a situação de infestação das cidades. Este é o primeiro levantamento desse tipo feito no Distrito Federal em 2016. O próximo está previsto para junho ou julho e outros dois serão executados no segundo semestre, informou a secretaria. O resultado do trabalho desta semana será divulgado na próxima segunda-feira. Conforme padrão fixado pelo Ministério da Saúde, locais que apresentarem índice de infestação inferior a 1% das residências visitadas estarão em condições satisfatórias; os que tiverem índice entre 1% a 3,9%, em situação de alerta; e os com taxa superior a 4%, com risco de surto de dengue. – O levantamento rápido é feito de maneira aleatória em pelo menos 20% dos imóveis nas quadras sorteadas. A capital federal (Brasília) foi dividida em 66 grupos, cada um deles com 9 mil a 12 mil imóveis de características semelhantes. A média é de um avaliado a cada quatro ou cinco imóveis – disse a Secretaria de Saúde.

Regulação sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu que mosquitos geneticamente modificados utilizados para o controle de vetores no país são objeto de regulação sanitária no que diz respeito à segurança e eficácia. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já havia aprovado, preliminarmente, a liberação comercial da linhagem OX513A do Aedes aegypti, mosquito geneticamente modificado para controlar a população do vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus zika. – A própria Lei de Biossegurança, Lei nº 11.105 de 2005, prevê que, além da análise da CTNBio relativa aos aspectos de biossegurança, caberá aos órgãos específicos dos ministérios o registro e a fiscalização comercial dos organismos geneticamente modificados – informou a Anvisa. Por meio de nota, o órgão destacou que, a partir de agora, vai analisar e conceder registros para esse tipo de produto após avaliação de segurança e eficácia. – Para dotar o país de um marco regulatório capaz de avaliar esse e outros produtos semelhantes que venham a ser desenvolvidos, a agência já vem elaborando novas regras, sob o tema 54.1 da Agenda Regulatória 2015-2016: Avaliação de macroorganismos para fins de controle biológico de vetores e patógenos em ambiente urbano. No caso específico do mosquito OX513A, produzido pela empresa Oxitec, “como se trata de uma tecnologia inovadora e distinta de todos os demais produtos regulados até o momento”, a Anvisa decidiu estabelecer um instrumento análogo ao Registro Especial Temporário para regularizar o uso em pesquisas que produzam evidências científicas necessárias sobre sua segurança e eficácia. A tecnologia consiste em produzir machos transgênicos que, quando liberados em locais de elevada incidência de populações selvagens do mosquito, copulam com as fêmeas selvagens e não produzem descendentes que cheguem à idade adulta.
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