As áreas urbanas de Brasília vão mudar consideravelmente nos próximos anos. A tendência, de acordo com o professor de geografia da Universidade de Brasília Aldo Paviani é que, com o crescimento acelerado da população e a especulação imobiliária, as cidades acabem formando uma só região metropolitana, assim como ocorre em São Paulo e Belo Horizonte.
– Brasília é uma cidade polinucleada, ou seja tem um núcleo central, que é o Plano Piloto, e outros núcleos múltiplos, regiões administrativas. Ultimamente o que se nota é o que em geografia urbana se chama de conurbação, que é o emendamento de dois ou mais núcleos –, afirmou.
Segundo ele, cidades como Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras e mais recentemente o Guará já estão passando por esse processo.
– Antigamente tinha-se uma delimitação entre um espaço e outro. Com o processo de conurbação, perde-se qualidade de vida.
Para Paviani, não há nenhuma vantagem no polinucleamento e na conurbação, pois a maioria dos núcleos do Distrito Federal ainda depende economicamente do Plano Piloto.
– A conurbação é resultado do extremo aquecimento do mercado imobiliário. Por isso, a cidade cresceu desse jeito.
De acordo com ele, a cada ano há uma nova cidade no Distrito Federal, com cerca de 70 mil habitantes.
– Essa é uma perspectiva que eu faço. Mas é o que está acontecendo. A gente passa pela cidade e nota que o polinucleamento diminuiu. Vai se tornar uma São Paulo, sem espaços livres para as futuras gerações.
Atualmente, o Distrito Federal tem 2,6 milhões de habitantes. Além de Brasília, há ainda 30 regiões administrativas, anteriormente chamadas de cidades satélites.
Ao comemorar 51 anos, a capital federal vai além das duas asas de avião que compõem o projeto inicial do urbanista Lúcio Costa. Se, no papel, a cidade tem como foco o Plano Piloto, na prática, regiões administrativas como Taguatinga, Ceilândia e o Núcleo Bandeirante registram economia forte, população numerosa e contribuem para o retrato de Brasília.
Para o diretor de Gestão de Informações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Júlio Miragaya, o planejamento da capital deveria passar a ser feito com base em uma espécie de região metropolitana – como ocorre em São Paulo e Belo Horizonte.
Além das demais regiões administrativas do Distrito Federal, ele acredita que até mesmo o Entorno, formado por cidades goianas, seja incluído no planejamento da capital.
Segundo ele, todas as regiões administrativas juntas oferecem menos de um terço dos postos de trabalho disponíveis em todo o Distrito Federal. No Riacho Fundo, por exemplo, apenas 26% dos habitantes trabalham onde moram.
Para o professor de geografia da Universidade de Brasília Aldo Paviani, Brasília não seria o que é hoje sem o desenvolvimento das regiões administrativas.
Brasília deve se tornar região metropolitana
As áreas urbanas de Brasília vão mudar consideravelmente nos próximos anos. A tendência, de acordo com o professor de geografia da Universidade de Brasília Aldo Paviani é que, com o crescimento acelerado da população e a especulação imobiliária, as cidades acabem formando uma só região metropolitana, assim como ocorre em São Paulo e Belo Horizonte.
Quinta, 21 de Abril de 2011 às 08:32, por: CdB
As áreas urbanas de Brasília vão mudar consideravelmente nos próximos anos. A tendência, de acordo com o professor de geografia da Universidade de Brasília Aldo Paviani é que, com o crescimento acelerado da população e a especulação imobiliária, as cidades acabem formando uma só região metropolitana, assim como ocorre em São Paulo e Belo Horizonte.
– Brasília é uma cidade polinucleada, ou seja tem um núcleo central, que é o Plano Piloto, e outros núcleos múltiplos, regiões administrativas. Ultimamente o que se nota é o que em geografia urbana se chama de conurbação, que é o emendamento de dois ou mais núcleos –, afirmou.
Segundo ele, cidades como Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras e mais recentemente o Guará já estão passando por esse processo.
– Antigamente tinha-se uma delimitação entre um espaço e outro. Com o processo de conurbação, perde-se qualidade de vida.
Para Paviani, não há nenhuma vantagem no polinucleamento e na conurbação, pois a maioria dos núcleos do Distrito Federal ainda depende economicamente do Plano Piloto.
– A conurbação é resultado do extremo aquecimento do mercado imobiliário. Por isso, a cidade cresceu desse jeito.
De acordo com ele, a cada ano há uma nova cidade no Distrito Federal, com cerca de 70 mil habitantes.
– Essa é uma perspectiva que eu faço. Mas é o que está acontecendo. A gente passa pela cidade e nota que o polinucleamento diminuiu. Vai se tornar uma São Paulo, sem espaços livres para as futuras gerações.
Atualmente, o Distrito Federal tem 2,6 milhões de habitantes. Além de Brasília, há ainda 30 regiões administrativas, anteriormente chamadas de cidades satélites.
Ao comemorar 51 anos, a capital federal vai além das duas asas de avião que compõem o projeto inicial do urbanista Lúcio Costa. Se, no papel, a cidade tem como foco o Plano Piloto, na prática, regiões administrativas como Taguatinga, Ceilândia e o Núcleo Bandeirante registram economia forte, população numerosa e contribuem para o retrato de Brasília.
Para o diretor de Gestão de Informações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Júlio Miragaya, o planejamento da capital deveria passar a ser feito com base em uma espécie de região metropolitana – como ocorre em São Paulo e Belo Horizonte.
Além das demais regiões administrativas do Distrito Federal, ele acredita que até mesmo o Entorno, formado por cidades goianas, seja incluído no planejamento da capital.
Segundo ele, todas as regiões administrativas juntas oferecem menos de um terço dos postos de trabalho disponíveis em todo o Distrito Federal. No Riacho Fundo, por exemplo, apenas 26% dos habitantes trabalham onde moram.
Para o professor de geografia da Universidade de Brasília Aldo Paviani, Brasília não seria o que é hoje sem o desenvolvimento das regiões administrativas.