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Brasileiros estão menos otimistas quanto a emprego, renda e saúde

Terça, 16 de Agosto de 2011 às 10:36, por: CdB
Brasileiros estão menos otimistas quanto a emprego, renda e saúde

Pesquisa CNT/Sensus mostra que 37,7% defendem o casamento homoafetivo, e 40% concordam com o direito de esses casais adotarem uma criança

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Publicado em 16/08/2011, 15:41

Última atualização às 15:41

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São Paulo – Os brasileiros estão enxergando o presente de maneira menos otimista do que o faziam há seis meses. Pesquisa CNT-Sensus divulgada nesta terça-feira (16) mostra que pioraram as percepções quanto a emprego, renda e saúde.

Na comparação com dezembro de 2010, um dos pontos de referência mais elevados da série histórica, 47,5% dos brasileiros consideram que a situação do emprego melhorou – eram 63,7% no último mês do governo Lula. São 18,3% os que acreditam que o quadro está pior, 7,5 pontos a mais do que na sondagem anterior.

Quanto à expectativa para os próximos seis meses, no entanto, a situação ficou praticamente estável, com 61,4% acreditando que vai haver melhoras. Na comparação com 2004, quando os níveis de comparação não eram tão elevados, há uma melhora acentuada. 51,2% se declaram satisfeitos com o atual emprego, 15 pontos a mais que há sete anos. 65,6% acreditam que têm mais chances de ingresso no mercado com carteira assinada do que trabalhando por conta própria.

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Um quadro parecido foi registrado na pergunta sobre renda mensal, na qual 30,3% declararam que a renda aumentou, contra 39,6% em dezembro. Notaram piora 18,7%, 4,6 pontos de crescimento. Na expectativa para os próximos seis meses, porém, manteve-se na casa dos 8% a leitura de que a renda possa piorar.

No campo da saúde houve oscilações mais fortes. Um em cada cinco entrevistados (20,4%) acreditam que este serviço melhorou nos últimos seis meses, 10 pontos a menos que no levantamento anterior. Acreditam que houve piora 47,1%, 10 pontos a mais. A expectativa, neste caso, também caiu. 52,8% dos entrevistados acreditam que vai haver melhora, contra 59% em dezembro. A CNT-Sensus registrou quedas também nas áreas de educação e de segurança pública, tanto na expectativa quanto na avaliação. 

Questões morais

Os 2.000 entrevistados de 136 cidades foram convidados a opinar sobre uma série de questões que vez ou outra aparecem na agenda política brasileira. Por um lado, recuou a rejeição à união civil entre pessoas do mesmo sexo – 38,6% são favoráveis, contra 32,7% em fevereiro de 2005. O nível dos que são contra foi de 60,3% para 53,8%. Para 37,7%, o Congresso deveria aprovar um projeto de lei que possibilite o casamento homoafetivo, e para 40% um casal homossexual deveria ter o direito de adotar uma criança.

Sobre violência, a leitura de 86% é de que deveria haver uma redução da maioridade penal, hoje fixada em 18 anos, contra 81,5% que opinavam desta maneira em abril de 2007. São contra a medida 12,5%, dois pontos a menos que o registrado há quatro anos. Quanto às drogas, 78,6% são contra a descriminalização de qualquer substância – 45,2% têm acompanhado debates a respeito, 37% ouviram falar e 16,6% não têm seguido nenhuma discussão.

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