O volume de compras concluídas pela internet no primeiro semestre deste ano atingiu o total de R$ 4,8 bilhões, 27% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da e-bit, consultoria de comércio eletrônico. O tiquete médio subiu 5%, para R$ 323. Segundo dados da pesquisa, divulgada nesta terça-feira pela consultoria, 15,2 milhões de consumidores brasileiros já fizeram pelo menos uma compra pela internet, com crescimento de 32% nesse mesmo comparativo.
Livros, revistas e jornais lideram as compras virtuais, seguidos de saúde, beleza e medicamentos, e informática. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca, os eletrodomésticos passaram a ocupar a quarta posição no ranking, com participação de 9% nas vendas pela internet. Para todo o ano, a previsão é movimentar R$ 10,5 bilhões, valor 28% superior ao de 2008. A estimativa inicial era que esse crescimento ficasse entre 20% e 25%. No final de 2009, a projeção da e-bit é que 17 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet.
Linha branca
Outro estudo da e-bit também aponta as marcas mais vendidas em eletrodomésticos pela Internet. A categoria foi uma das que apresentaram maior crescimento no ranking de produtos mais vendidos, estando entre as três categorias mais vendidas ao longo deste ano.
Analisando os produtos que mais se destacaram na cesta de produtos do consumidor virtual na categoria Eletrodomésticos, a preferência foi por lavadoras de roupas e refrigeradores, ambos com 7% do volume transacional, seguidos por fogões, com 6% de participação, no período entre fevereiro e março de 2009, antes da redução do IPI para a categoria. Já nos meses que sucederam a queda da alíquota (maio, junho, julho e agosto), os números aumentaram em até 12% para os mesmos produtos.
Outro destaque no período foi a venda de aquecedores de ambiente, que subiu da 19ª posição que ocupava em fevereiro e março, para a 7ª posição. A onda de frio, característica da época, aliada à redução do IPI, foram, provavelmente, dois dos fatores contribuintes para este crescimento.
– A carga tributária no Brasil é muito elevada e qualquer redução aplicada na cadeia econômica impacta diretamente no resultado de vendas. Isso ocorreu com automóveis, eletrodomésticos e outros setores da economia. Na Internet, o impacto é imediato devido à facilidade que os consumidores encontram em buscar informações e comparar preços. Na percepção do consumidor, a redução de preços teve papel fundamental na elevação das vendas – afirmou Pedro Guasti, diretor geral da e-bit.
Ao longo do ano, o volume financeiro da categoria Eletrodomésticos – influenciado pela redução do IPI – também aumentou. Para se ter uma idéia, nos meses de fevereiro e março, o e-commerce faturou com a venda de eletromésticos cerca de R$ 242 milhões. Esse número aumentou para R$ 327 milhões em maio e junho, o que representa um crescimento de 35%. O número de pedidos também apresentou crescimento. Foram 388 mil compras de eletrodomésticos, subindo para 475 mil nos respectivos meses, uma alta de 22%.