A troca de treinadores foi uma rotina durante o Campeonato Brasileiro. No entanto, quatro clubes mantiveram-se "fiéis" aos seus comandantes durante 45 rodadas: Juventude, Goiás, Figueirense e Coritiba.
Os dois primeiros estão classificados para a Copa Sul-Americana de 2005 e lutaram por vaga na Libertadores durante boa parte da competição. Catarinenses e paranaenses chegam à última rodada com chances de assegurar vaga na Sul-Americana.
Na sexta posição, o Juventude, do técnico Ivo Wortmann, caracterizou-se por seu bom aproveitamento fora de casa. Dez de suas 20 vitórias foram conquistadas longe de Caxias do Sul.
Considerado retranqueiro nos tempos de Palmeiras, o técnico Celso Roth provou o contrário neste Brasileiro. O Goiás tem o terceiro melhor ataque da competição, com 79 gols.
O Figueirense foi uma das surpresas do primeiro turno. O time de Florianópolis liderou três rodadas no início da competição. Mesmo com a queda de produção no segundo turno, o cargo do técnico Dorival Júnior não foi ameaçado.
No Coritiba, o técnico Antônio Lopes termina o ano questionado pela torcida. No entanto, a diretoria do clube já confirmou que o treinador continuará no comando da equipe em 2005.
Os cinco primeiros colocados do Brasileiro trocaram de treinador uma vez durante o campeonato.
Vanderlei Luxemburgo substituiu Emerson Leão no Santos. Levir Culpi deixou o Botafogo para tirar o Atlético-PR de uma crise, após a perda do Campeonato Paranaense e um péssimo início do Nacional.
O São Paulo trocou Cuca por Leão no meio do caminho, enquanto Estevam Soares assumiu o cargo que era de Jair Picerni no Palmeiras.
No Corinthians, a chegada de Tite para o lugar de Oswaldo de Oliveira foi responsável pela recuperação da equipe, que estava nas últimas posições.
A situação mais curiosa viveu Paulo Campos. Demitido do Paraná, o treinador foi recontratado rodadas depois e conseguiu livrar o time da Série B.