Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Brasileiro pode comprar tudo o que sonha para o Natal, assegura Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, em entrevista a agências de notícias, no Palácio do Planalto, que o brasileiro poderá comprar tudo o que sonha no Natal e torcer para o Ano Novo ser melhor.(Leia Mais) O presidente disse que a crise não afetará os programas sociais

Sexta, 10 de Outubro de 2008 às 09:22, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, em entrevista a agências de notícias, no Palácio do Planalto, que o brasileiro poderá comprar tudo o que sonha no Natal e torcer para o Ano Novo ser melhor.

– Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha comprar no Natal. E torcer para o Ano Novo ser infinitamente melhor – disse.

Segundo Lula, os efeitos da crise serão menores no Brasil.

– Estou convencido de que o país sofrerá menos do que qualquer outro com a crise econômica surgida nos Estados Unidos – afirmou.

Sobre os programas sociais do governo Lula disse que não irá cortar investimentos por causa da crise financeira. Segundo ele, investir nesses programas é garantir o crescimento do mercado interno.

– Não vamos tirar nenhum centavo desse dinheiro – afirmou.

Entre os programas citadados pelo presidente está o Bolsa Família e o Projovem.
Ainda na entrevista coletiva, o presidente afirmou que essa não é uma crise dos pobres.

– O calo é no pé dos ricos – disse.

Há 50 anos esses países se diziam infalíveis. Mas, segundo o presidente, quando se permite vulnerabilidade nas operações financeiras o risco é de todos. O presidente defende também um novo padrão do sistema financeiro internacional, com mais regulação.

– Não se pode permitir alguém financiar o que não tem – disse.

Pacote não

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou o uso de pacote para combater os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira. Segundo ele, o Brasil já teve muitos pacotes e por isso “quebrou a cara muitas vezes”.

– Comigo não tem pacote. Serão medidas a medidas, pontuais – afirmou o presidente.

Ele lembrou que, desde setembro, já vem alertando sobre os riscos da crise financeira provocada pela inadimplência do setor imobiliário americano, chamado subprime.

– É como boletim de criança que tira nota baixa e quer esconder dos pais. Não adianta esconder que um dia aparece – disse.

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