Rio de Janeiro, 10 de Abril de 2026

Brasileiro paga R$ 6 milhões a deputados

O Congresso Nacional gastou cerca de R$ 6 milhões com a segunda parcela paga a deputados e senadores pelos trabalhos durante o recesso de final de ano, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira. O custo total aproximado no Senado foi de R$ 900 mil, enquanto a Câmara dos Deputados pagou, na última sexta-feira, mais de R$ 5 milhões aos parlamentares da Casa. O pagamento ocorreu porque o Tribunal Regional Federal (TRF) derrubou uma liminar que impedia o repasse da segunda parcela da última convocação extraordinária. (Leia Mais)

Quinta, 15 de Junho de 2006 às 19:17, por: CdB

O Congresso Nacional gastou cerca de R$ 6 milhões com a segunda parcela paga a deputados e senadores pelos trabalhos durante o recesso de final de ano, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira. O custo total aproximado no Senado foi de R$ 900 mil, enquanto a Câmara dos Deputados pagou, na última sexta-feira, mais de R$ 5 milhões aos parlamentares da Casa. O pagamento ocorreu porque o Tribunal Regional Federal (TRF) derrubou uma liminar que impedia o repasse da segunda parcela da última convocação extraordinária. Na ocasião, os deputados receberam em 30 de dezembro a primeira parcela de ajuda de custo no valor de R$ 12.847,20, enquanto os senadores receberam R$ 12.720,00.

A segunda parcela deveria ser paga ao fim da convocação, mas a 17ª Vara Federal de Brasília acatou recurso do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) concedendo liminar que impedia o pagamento. Além disso, o Congresso Nacional aprovou e promulgou emenda à Constituição que acaba com os salários extras durante as convocações extraordinárias. A Câmara e o Senado recorreram da decisão na Justiça Federal por entender que a medida só valeria para outras convocações, já que a atual havia sido feita na vigência da legislação anterior. No último dia 5, o desembargador Souza Prudente, do TRF, decidiu, em segunda instância, acatar o pedido das duas casas legislativas.

Câmara e Senado foram comunicados no mesmo dia da decisão judicial.

- O pagamento pode ser legal, mas é ilegítimo. A sociedade não aceita - comentou o deputado Chico Alencar (Psol-RJ). Não foram todos os parlamentares, entretanto, que receberam o dinheiro extra. Ainda em fevereiro, nove senadores e 106 deputados abriram mão da segunda parcela da convocação, recusando-se a receber o valor ou comunicando que doariam os recursos para instituições beneficentes. Além disso, não têm direito a receber aqueles que não compareceram a dois terços das sessões durante a convocação extraordinária.

Quem doou

São 43 os deputados que desistiram de receber a ajuda de custo pela convocação extraordinária do final do ano ou devolveram o dinheiro aos cofres públicos. Outros 64 deputados disseram ter doado os recursos ou pedido que a Câmara o fizesse.

A diferença entre o parlamentar que optou por doar os salários extras para instituições escolhidas por ele e aquele que se recusou a receber é que o primeiro caso ainda representa um prejuízo para os cofres públicos.

Veja a lista dos deputados que se recusaram a receber o pagamento extra:

1. Ann Pontes (PMDB-PA) - vai devolver a segunda parcela do pagamento.

2. Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

3. Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

4. Armando Monteiro Neto (PTB-PE) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

5. Átila Lira (PSDB-PI) - desistiu de receber a segunda parcela.

6. Carlos Sampaio (PSDB-SP) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

7. Cézar Silvestri (PPS-PR) - devolveu a primeira parcela à Câmara.

8. Dimas Ramalho ( PPS-SP) - Já devolveu a primeira parcela e desistiu de receber a segunda.

9. Dr. Rosinha (PT-PR) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

10. Edson Duarte (PV-BA) - devolveu a primeira parcela e desistiu da segunda.

11. Fernando Coruja (PPS-SC) - já devolveu a primeira parcela e desistiu de receber a segunda.

12. Fernando Gabeira (PV-RJ) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

13. Henrique Fontana (PT-RS) - não chegou a receber a primeira parcela, por ter desistido antes que a Câmara a pagasse.

14. Iara Ber

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