Rio de Janeiro, 24 de Abril de 2026

Brasileiro morre pelos EUA no Iraque

O soldado Felipe Carvalho Barbosa, de 21 anos, apesar de brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, mais precisamente em Bento Ribeiro e criado em Bangu desde os 7 anos de idade, é a mais recente vítima da guerra do Iraque. Ele se alistou no US Marine Corps, os de fuzileiros navais dos Estados Unidos, e morreu neste sábado à noite em um acidente de carro próximo a Fallujah, a 50 quilômetros de Bagdá. Nesta segunda-feira, o corpo do militar seguirá para os EUA, onde será enterrado no Estado da Carolina do Norte, onde vivem a mãe e um irmão. (Leia Mais)

Domingo, 29 de Janeiro de 2006 às 20:47, por: CdB

O soldado Felipe Carvalho Barbosa, de 21 anos, apesar de brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, mais precisamente em Bento Ribeiro e criado em Bangu desde os 7 anos de idade, é a mais recente vítima da guerra do Iraque. Ele se alistou no US Marine Corps, os de fuzileiros navais dos Estados Unidos, e morreu neste sábado à noite em um acidente de carro próximo a Fallujah, a 50 quilômetros de Bagdá.

Nesta segunda-feira, o corpo do militar seguirá para os EUA, onde será enterrado no Estado da Carolina do Norte, onde vivem a mãe e um irmão. Ele escrevia com regularidade a uma parente, no Rio. Na última carta, pediu que ela rezasse por ele, porque a situação por lá estava cada dia pior.

"Tia, faz uma oração que o negócio aqui está feio. Cada dia um de nós cai como mosca", disse ele à Maria Simões, de 48 anos, que mora em Bangu.

 - Ele havia acabado de perder um grande amigo, morto na sua frente, e ficou perturbado com isso - lembrou Maria.

Felipe Barbosa viajava em um caminhão que teria capotado após retornar de uma operação nos arredores de Fallujah, mas ainda não se sabe se o acidente foi causado por uma emboscada ou por uma mina terrestre. Ele havia se mudado do Rio para os EUA em 1994, onde morava com a família, e foi enviado ao Iraque em outubro do ano passado. O pai do soldado, Robson Barbosa, mora em Goiânia e vai precisar de ajuda do governo norte-americano para acompanhar o enterro do filho.

- Não tenho meios próprios para viajar. Mas meu filho morreu a serviço do governo norte-americano. Acho que o mínimo que podem fazer é permitir que eu o veja pela última vez - disse Barbosa.

Jean Charles

Outra vítima da guerra ao terror, que se desenvolve em vários flancos pelo mundo, Jean Charles de Menezes voltou ao noticiário inglês neste domingo. O diário News of the World publicou, em sua edição dominical, que vários policiais britânicos alteraram, para ocultar responsabilidades, um relatório sobre a morte do brasileiro no metrô de Londres em julho do ano passado, após ser confundido com um terrorista. Agentes do serviço especial da polícia britânica modificaram os dados de um relatório de vigilância sobre Jean Charles, no qual se afirma que os policiais dispararam acreditando que se tratasse de um suspeito dos atentados frustrados de 21 de julho, cometidos poucos dias depois dos ataques do dia 7 do mesmo mês no metrô de Londres, no qual morreram 56 pessoas.

Segundo o semanário, os policiais esperavam esconder assim o fato de terem confundido o jovem brasileiro com Hussein Osman, um suposto terroristas islamita. Além disso, a intenção dos agentes era também retirar qualquer culpa dos policiais da unidade armada da polícia londrina, os responsáveis pela morte de Jean Charles na estação metropolitana de Stockwell.

O News of the World afirma ainda que os policiais dos serviços especiais se deram conta do erro e modificaram seu relatório 10 horas após redigirem o mesmo. Assim, no texto posterior se lê: "E não era Osman" em vez de "... era Osman", como tinham escrito na primeira versão, destacou uma fonte governamental anônima citada pelo semanário. O relatório faz parte da cópia por escrito de todas as comunicações por rádio que diferentes policiais e superiores mantiveram no dia 22 de julho, após a morte do eletricista brasileiro.

A polícia está autorizada a retificar eventuais erros em seus relatórios escritos mas, nesta ocasião, a modificação não foi assinada ou justificada como teria de ocorrer, frisou o News of the World. O porta-voz da família de Jean Charles, Asad Rehman, comentou as revelações da revista afirmando que agora, Ian Blair, o chefe da Scotland Yard, deverá reconsiderar seriamente sua posição.

- Parece que Blair não esteve ciente destas informações durante bastante tempo após a morte de Jean Charles, o que levanta interrogações sobre a sua implicação - acrescenta Rehman.

A promotoria britânica deve to

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