Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

Brasileiro está sensível à questão do emprego

Terça, 16 de Agosto de 2011 às 05:32, por: CdB

Alguns índices falam por sim. A pesquisa "Índice de Medo do Desemprego", divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), constatou que as pessoas estão temerosas de perder o emprego. De acordo com o estudo, o índice marcou 81,9 pontos em julho, em uma escala de 0 a 100. Já, o percentual da população que afirmou não estar com receio de ficar desempregado 53,6% em julho. O valor é 0,2% maior que o registrado em março.

E, só para lembrar, a última pesquisa do IBGE sobre nível de emprego indica que nas maiores metrópoles brasileiras a taxa de desocupação de junho de 2011, estimada em 6,2%, 0,8 ponto percentual menor que um ano antes. Essa é a menor taxa para um mês de junho desde a reformulação da pesquisa em 2002. A mesma pesquisa indicou que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores dessas metrópoles era de, em média, R$ 1.578,50, apresentou alta de 0,5% em comparação com maio e de 4% em relação a um ano antes.

Os dados desses levantamentos não apresentam grandes novidades. Em resumo, revelam um brasileiro realista, otimista, mas de olho na crise internacional. É um bom sinal. Assim devemos agir todos, governo e sociedade, empresários e trabalhadores, confiantes no Brasil e em sua capacidade de enfrentar a crise, como em 2008-2009... mas vigilantes.

Afinal, a situação internacional é grave. Os Estados Unidos acabam de elevar o teto da sua dívida pública para além de US$ 14 trilhões e mal conseguem crescer. Na Europa, além de Grécia, Portugal e Irlanda, até Itália e França sofrem com a desconfiança dos investidores. Seus países adotaram uma política suicida de austeridade e arrocho fiscal, salarial, previdenciário. Em suma, lá fora, o ambiente é de risco. Por aqui, mantemos a inflação sob controle, e continuamos a crescer. Sem euforias e com o pé no chão.


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