A companhia aérea brasileira OceanAir anunciou nesta segunda-feira que vai estabelecer uma linha regional no Peru. O dono da empresa, German Efromovich, divulgará o empreendimento ao lado de seu sócio, o empresário peruano Pedro Koechlin, nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.
Um porta-voz da OceanAir se recusou a dar outros detalhes sobre a negociação. Koechlin não estava disponível para fazer comentários. O grupo Synergy, de propriedade de Efromovich, ganhou dinheiro com a Marítima, na área de prospecção de petróleo, mas nos anos mais recentes começou a investir em companhias aéreas.
A OceanAir surgiu em 1998 para trasladar executivos do setor petrolífero ao litoral, depois cresceu e já cobre 30 destinos em todo o Brasil. O executivo deu outro passo no setor aéreo em novembro, quando credores da companhia aérea Avianca e uma corte de falências em Nova York aprovaram a proposta de compra feita por Efromovich.
O setor aéreo peruano é dominado pela LanPerú, uma unidade da chilena Aerolíneas Lan, que opera 11 rotas nacionais e 11 internacionais com uma frota de sete aviões Airbus 320. A líder anterior do mercado era a Nuevo Continente - que substituiu este ano o nome Aero Continente - mas o governo peruano a impediu de decolar por motivos de segurança em outubro, colocando-a fora do negócio.
A Nuevo Continente passa por dificuldades desde junho, quando Washington qualificou seu fundador, Fernando Zeballos, de "chefe" do narcotráfico internacional e aplicou sanções a ele. Zevallos nega as acusações, mas as sanções impediram a companhia de obter peças de reposição, obrigando-a a cortar seus vôos.
A LanPerú diz que controla 70 % do mercado peruano. Existem algumas companhias aéreas menores no país.