Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Brasileira ganha ouro em maratona aquática de 25km em Mundial

A brasileira Ana Marcela Cunha, de 19 anos, ganhou a medalha de ouro na maratona aquática de 25 quilômetros neste sábado, durante o Mundial de Esportes Aquáticos, numa prova marcada pela polêmica em torno da temperatura da água, que teria excedido os limites de segurança.

Sábado, 23 de Julho de 2011 às 10:02, por: CdB

A brasileira Ana Marcela Cunha, de 19 anos, ganhou a medalha de ouro na maratona aquática de 25 quilômetros neste sábado, durante o Mundial de Esportes Aquáticos, numa prova marcada pela polêmica em torno da temperatura da água, que teria excedido os limites de segurança.

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Ana Marcela completou a prova em 5h29m22s9 e se tornou a primeira mulher a conquistar um ouro para o Brasil num Mundial de Esportes Aquáticos. "Eu fui a zebra, estou muito feliz agora (exceto) pela dor, porque está tudo doendo, mas depois de conquistar a medalha, a gente até esquece um pouco", disse a atleta em áudio divulgado pelo site da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). A decisão dos árbitros de seguir adiante com a prova irritou atletas e várias equipes. A seleção dos Estados Unidos, por exemplo, aconselhou todos os seus atletas a não disputar a prova, após a medição da temperatura da água às 5h30 (18h30 em Brasília) apontar temperatura de 30,4 graus Celsius. Várias autoridades de equipes que disputam o Mundial afirmaram à agêcncia inglesa de notícias Reuters que a temperatura máxima da água não pode superar 31 graus Celsius. A equipe alemão afirmou que medições que realizou durante a prova apontaram temperatura superior a 32 graus Celsius. "A água estava quente. Fiquei furiosa porque na sexta volta meu técnico disse que estava 31 graus, e que tínhamos que nadar mais uma volta", disse a medalhista de prata, a alemã Angela Maurer. - E na sétima volta ele me disse para terminar a prova independente da temperatura. Acho que a temperatura da água estava superior a 31 graus. Fiquei muito cansada após oito voltas. A italiana Alice Franco, que levou a medalha de bronze, afirmou que as condições da prova não foram seguras. "Não somos máquinas. Está água está quente demais para nossa segurança. Não pudemos nadar bem", disse. Tanto a prova feminina quanto a masculina foram afetadas pela desistência de atletas. Entre os homens, o vencedor foi o búlgaro Petar Stoychev. Autoridades dos Estados Unidos têm sido especialmente cautelosas com as condições da água em competições após a morte de Fran Grippen de aparente exaustão causada pelo calor num evento em Dubai, em outubro. Um painel dos EUA, criado para investigar a morte do atleta de 26 anos, recomendou à Fina, entidade que comanda os esportes aquáticos no mundo, que estabelecesse temperaturas mínimas e máximas para as competições. A Fina disse em entrevista coletiva que a competição aconteceu de acordo com suas normas de segurança.

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