Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Brasileira confessa ter dado declarações falsas para a polícia suíça, afirma promotoria

A Promotoria Pública de Justiça de Zurique informou, nesta quinta-feira, através de comunicado oficial, que a brasileira Paula Oliveira, 26 anos, admitiu ter fornecido informações falsas à polícia suíça na última semana. Ela relatou aos policiais que havia sido atacada por um grupo de neonazistas em uma cidade próxima a Zurique e que havia perdido os gêmeos. O advogado de defesa da brasileira Paula Oliveira, Roger Müller, afirmou que cogita duas ou três estratégias para defendê-la.(Leia Mais)

Quinta, 19 de Fevereiro de 2009 às 08:30, por: CdB

A Promotoria Pública de Justiça de Zurique informou, nesta quinta-feira, através de comunicado oficial, que a brasileira Paula Oliveira, 26 anos, admitiu ter fornecido informações falsas à polícia suíça na última semana. Ela relatou aos policiais que havia sido atacada por um grupo de neonazistas em uma cidade próxima a Zurique e que havia perdido os gêmeos. O advogado de defesa da brasileira Paula Oliveira, Roger Müller, afirmou que cogita duas ou três estratégias para defendê-la.

Müller disse ainda que o fato da brasileira sofrer de lúpus servirá como atenuante para seu comportamento, que a teria levada a dizer que fora agredida por um grupo de neonazistas perto de uma estação de trem na Suiça. A doença poderia provocar, entre outros sintomas, distúrbios psicológicos em Paula, que tamém é advogada. As informações são da BBC Brasil.

Na última terça-feira, a Promotoria Pública de Justiça de Zurique indiciou Paula por falso testemunho e proibiu que ela saia do país. De acordo com um comunicado divulgado pelo órgão, a advogada é “suspeita de induzir as autoridades ao erro”.

– Ainda não definimos nossas táticas, mas esta seria uma delas – disse Roger Müller, referindo-se à possibilidade de alegar que o lúpus poderia ter levado Paulo a fazer a falsa denúncia.

O advogado não quis comentar a informação veiculada pela revista suíça Die Weltwoche de que a brasileira teria assinado uma confissão perante a polícia do país, admitindo que a agressão teria sido uma história inventada por ela.

A brasileira será ouvida na próxima semana pelo promotor público responsável por seu indiciamento, Marcel Frei. Segundo Müller, o dia exato ainda não foi definido. Apesar de o Código Penal suíço prever uma pena de prisão de até três anos para casos como este, Müller descartou a hipótese de Paula ser presa.

Ele avaliou, entretanto, que o caso de Paula é mais grave do que outros que já ocorreram na Suíça, quando pessoas inventaram ou encenaram supostos ataques. Tais casos, segundo Müller, foram de "menor importância e gravidade leve".

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