Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Brasil x Argentina: duelo de gigantes pela Copa América

Brasil e Argentina, as duas maiores potências do futebol sul-americano, decidirão neste domingo, a partir das 18h05, o título da Copa América-2007, no estádio 'Pachencho' Romero de Maracaibo, na Venezuela. (Leia Mais)

Domingo, 15 de Julho de 2007 às 09:11, por: CdB

A rivalidade e a tradição que já estiveram em campo na final da Copa América de 2004, vencida nos pênaltis pelo Brasil depois de um empate heróico, conquistado no último minuto com um gol de Adriano, levará novamente emoções fortes aos torcedores argentinos e brasileiros neste domingo, às 18h05 (de Brasília), no Estádio José Pachencho Romero, em Maracaibo. É a partir deste momento que as duas seleções mais tradicionais da América do Sul passarão a definir o destino do título de campeão da edição 2007 da Copa América. E o capítulo final, assim como em 2004, pode ser escrito nos pênaltis, caso o duelo termine empatado no tempo regulamentar.

Mais uma vez, os argentinos, assim como aconteceu há três anos, chegam com sua força máxima e como favoritos. Os números mostram isso. Além de ser o único time com 100% de aproveitamento, a seleção argentina possui o melhor ataque do torneio, com 16 gols marcados, e a defesa menos vazada, com apenas três gols sofridos. Na semifinal, a Argentina fez 3 a 0 no México.

A seleção brasileira, também repetindo a campanha de 2004, aposta em atletas emergentes no cenário internacional e atuará sem duas de suas principais estrelas, como os meias Ronaldinho Gaúcho e Kaká, que pediram dispensa para poderem curtir as férias. Com isso, o atacante Robinho assumiu a responsabilidade de ser o principal jogador do time e, em muitas ocasiões, sendo o principal responsável pela campanha finalista do Brasil.

A atual trajetória também é irregular e começou com uma derrota para o México, por 2 a 0. O melhor momento foi a goleada por 6 a 1 sobre o Chile nas quartas-de-final. Porém, nas semifinais, os brasileiros sofreram para eliminar o Uruguai nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo normal. O goleiro Doni precisou defender duas cobranças para que a seleção chegasse à final.

Todo esse cenário aponta a Argentina como a grande favorita. Até Pelé disse que dificilmente os hermanos, perderão a decisão. O Brasil precisará superar todo esse favoritismo para conseguir seu oitavo título da principal competição continental de seleções da América do Sul. Os argentinos tem 14 conquistar continentais na história.

Porém, essa opinião sobre os argentinos serem favoritos não é compartilhada pelos brasileiros.

Para o técnico Dunga, não dá para se fazer previsões sobre quem vai conquistar a Copa América neste domingo. Mas ele tem convicção do que seu time precisa fazer para ter mais chances.

— Creio que vamos precisar marcar bem a Argentina, sem deixar eles raciocinarem para criar. Vamos ter que diminuir o raio de ação deles e valorizar a posse de bola. Quando estivermos com ela, teremos que explorar bem os erros do nosso adversário e nos movimentarmos com velocidade e inteligência na frente — ensinou o treinador, que pode se tornar o primeiro na história do Brasil a ser campeão como técnico e jogador. Ele era volante das equipes que ficaram com a taça em 1989 e em 1997.

Pelo lado da Argentina, o técnico Alfio Basile também parece não gostar muito do rótulo de favorito e, justamente por isso, adota um discurso humilde, minimizando comparações sobre a campanha das duas equipes.

— Não é porque fizemos mais gols, ou sofremos menos, ou porque ganhamos mais jogos, que podemos ser apontados como favoritos. Futebol não é uma ciência exata e nem um esporte que tenha resultados lógicos. Quando a bola rola qualquer coisa pode acontecer, ainda mais num clássico da importância de Brasil e Argentina. Só sei que vai ganhar quem errar menos e espero que seja a Argentina — disse Basile.

Os jogadores argentinos, por sua vez, parecem mais preocupados em assegurar que não existe nenhum clima de vingança em relação à derrota na final de 2004.

— Aquela decisão de 2004 deixou um gosto amargo na boca de todos nós da Argentina. Mas isso não significa que exista um clima de revanche. Queremos ganhar porque é uma decisão importante e este título é vital para

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