A seleção brasileira de vôlei masculino venceu nesta sexta-feira o Japão por 3 sets a 1 (25-21, 25-20, 23-25, 25-18) e permanece invicta na Copa dos Campeões.
Neste sábado, no ginásio metropolitano de Tóquio, a equipe do técnico Bernardinho faz a "final virtual" da competição contra a Itália.
O Brasil lidera a competição, com três vitória, nove sets ganhos e quatro perdidos. Já a Itália vem a seguir, com duas vitórias e uma derrota. Nesta sexta, os italianos foram superados pelos EUA por 3 sets a 0.
Além da Itália, o Brasil ainda enfrentará na última rodada da Copa dos Campeões - domingo - a fraca seleção do Egito. Já a Itália tem pela frente os anfitriões do torneio.
O regulamento da Copa dos Campeões prevê confronto em turno único entre os participantes da competição. Vence o torneio a equipe com maior número de vitórias.
Em caso de empate, o primeiro critério de desempate é o confronto direto. É por isso que a partida com a Itália é fundamental para as pretensões do Brasil, atual campeão olímpico e mundial. Na decisão em Atenas, os adversários foram os italianos.
Para Ricardinho, o Brasil deve tirar proveito da vontade que os italianos estão de vencer.
- Temos que explorar essa vontade com que a Itália vai entrar, vão querer matar a gente de qualquer jeito. Comentou o levantador.
O meio-de-rede Gustavo confirma que os italianos estão ansiosos para enfrentar o Brasil. "A conquista do Europeu deu uma confiança muito grande para eles. Estavam falando que não viam a hora de jogar contra o Brasil", conta.
Gustavo é um dos maiores especialistas em Itália. Não só pelos seus oito anos de seleção brasileira, mas porque seu time, o Sisley Treviso, forma a base da seleção italiana. O oposto Fei, o ponta Cisolla, o levantador Vermiglio e o meio-de-rede Tuncati são companheiros de clube do gaúcho de 30 anos.
- Não sei se o fato de jogar junto com eles é vantagem. A vitória depende mais de nós, de como vamos jogar. Temos que cometer o menor número de erros contra eles. É preciso paciência porque eles têm um bom bloqueio. E agressividade. Não podemos deixá-los impor o ritmo- afirma o meio-de-rede brasileiro.