Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Brasil vai exportar veículos multicombustíveis para América Latina

Segunda, 12 de Setembro de 2005 às 16:42, por: CdB

Os países da América Central têm interesse em importar do Brasil a tecnologia para produção de etanol e automóveis multicombustíveis - que aceitam mais de um tipo de combustível. "Recebemos vários pedidos para que avançássemos numa cooperação na área do álcool combustível", revela o diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, Mário Vilalva. Protocolos de cooperação técnica neste sentido devem ser assinados nesta segunda-feira, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Guatemala.

- América Central e Caribe são produtores de açúcar, já não agüentam o alto preço do petróleo e necessitam fazer determinadas conversões na sua estrutura produtiva e energética de modo a utilizar o etanol com competitividade, como o Brasil vem fazendo - analisa o embaixador.

Segundo Vilalva, o Brasil vai transferir tecnologia para a produção de etanol, o que pode resultar na exportação de usinas e do próprio combustível:

- Até que possam converter a produção deles de açúcar para etanol, vão precisar de quantidades maiores de combustível e já pediram isso ao Brasil.

Paralelamente, há interesse na compra de automóveis multicombustíveis - também chamados de flex fuel. O embaixador informa há demanda de importação imediata por parte de países que já estão lançando seus programas oficiais de etanol combustível.

- Um exemplo é de Honduras, que nos tem contactado com muita freqüência e muita insistência querendo já importar automóveis multicombustíveis para a região - revela.

O diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty explica que a exportação de carros dispensa acordo específico pois a América Central não conta com indústria automotiva. A comercialização, nestes casos, é feita por contratos de compra caso a caso. Depende, apenas, de negociação tarifária.

- Hoje, cada país da América Central aplica uma tarifação sobre importação de automóveis. Se eles têm interesse em importar carros multicombustíveis e só o Brasil está produzindo, eles têm que baixar para tarifa 0 para que estes automóveis possam entrar imediatamente e eles possam acelerar a implementação de seus programas de álcool combustível - afirma Mário Vilalva.

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