Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Brasil vai dar ajuda diplomática para estabilizar conflito no continente

Em meio ao fogo cruzado entre Colombia, Equador e Venezuela; Brasil, Argentina e Chile estão dispostos a auxiliar na resolução pacífica do conflito

Segunda, 03 de Março de 2008 às 09:29, por: CdB

O governo brasileiro anunciou segunda-feira que vai mobilizar "toda a força" de sua diplomacia para tentar reduzir ao máximo a tensão entre Colômbia, Equador e Venezuela

Venezuela e Equador, como resposta a um ataque militar colombiano que foi responsável pela morte de alto líder da Farc em território equatoriano, enviaram tropas para as fronteiras com a Colômbia, no domingo, tensionando as relações do países do continente.

- Acho que nós vamos mobilizar toda a força da diplomacia brasileira e de outras capitais sul-americanas para reduzir ao máximo a tensão e procurar encontrar uma solução duradoura para esse problema - disse o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, em entrevista à rádio CBN.

Segundo Garcia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conversar com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para que os esforços diplomáticos e a busca de uma solução pacífica seja rapidamente encontrada. O Chile também quer auxiliar na resolução do conflito, de acordo com o assessor.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já entrou em contato com seus colegas de Equador e Colômbia para buscar uma solução diplomática para o impasse, iniciado após a Colômbia ter matado Raúl Reyes.

- O importante no momento atual é reduzir ao máximo a tensão... e retomar as iniciativas que vinham sendo conduzidas para conseguir um acordo humanitário - disse Garcia, em referência à libertação este ano de alguns reféns que eram mantidos em cativeiro na selva pelas Farc.

- Esse conflito, que é um conflito interno da Colômbia... também começa a ter influência na desestabilização das relações regionais - acrescentou.

Garcia acrescentou que o conflito é um problema sul-americano e deveria ser resolvido pelos países da região.

- Nós não queremos interferir em ações internas, mas nosso princípio de não interferência não pode significar indiferença por parte do Brasil - afirmou na entrevista.

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