O Brasil irá comprar entre 23 e 24 milhões de metros cúbicos diários de gás da Bolívia no período em que não utilizar as usinas termelétricas, segundo confirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, neste sábado. Dois dias atrás, a Petrobras anunciou um redução temporária na compra de gás natural dos 30 milhões de metros cúbicos diários para um mínimo de 19 milhões de metros cúbicos, de acordo com o comportamento do mercado.
Após reunião com o ministros bolivianos, Lobão disse que os níveis se manteriam entre 23 e 24 milhões de metros cúbico por dia pela necessidade de utilizar as termelétricas de Araucária (PR) e Canoas (RS).
– A conjuntura mudou entre a manhã e a tarde de sexta-feira. Na parte da manhã, não havia necessidade dessas térmicas. As indústrias estão voltando a funcionar e estão requerendo mais gás – disse o ministro.
Segundo Lobão, a decisão sobre o volume de gás boliviano a ser comprado vale a partir deste sábado e os preços estão mantidos. O anúncio dos novos volumes foi feito após encontro de Lobão, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o assessor especial de política externa do Presidente da República, Marco Aurélio Garcia, com os ministros bolivianos de Planificação do Desenvolvimento, Carlos Villegas; de Hidrocarbonetos, Saul Avalos, e da Defesa, Walter San Miguel.
Lobão afirmou que os ministros bolivianos se queixaram de terem sido pegos de surpresa pela decisão brasileira, mas garantiu que o aumento no volume de compra foi uma decisão apenas técnica.