Militares brasileiros estão sendo treinados para divulgar, entre seus companheiros de farda, meios de prevenir a transmissão do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.
A iniciativa busca orientar recrutas e jovens militares das Forças Armadas brasileiras para agirem na prevenção de HIV e Aids no meio militar. Além disso, vai se estender a populações carentes em locais de difícil acesso, como áreas de fronteira e a região amazônica.
O primeiro passo na formação desses "educadores" está sendo dado com a realização de um curso de dois dias em São Paulo, que vai até terça-feira, do qual participam 34 militares, entre soldados e cabos, dos 17 centros de formação de reservistas das Forças Armadas.
Integram o projeto os Ministérios da Defesa e da Saúde, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
Além de incentivar o papel de multiplicadores na missão de prevenir o HIV/Aids, os currículos das escolas militares e cursos de treinamento de reservistas contam com a disciplina "Prevenção de DST e Aids".
São beneficiados pelas atividades o Exército, a Força Aérea e a Marinha, incluindo recrutas e alunos dos respectivos centros de treinamento e pessoal designado para servir em missões de paz no exterior.
As Forças Armadas brasileiras contam com 310 mil integrantes, sendo 68 por cento de seu efetivo composto por soldados, dos quais quase 94.000 são recrutas entre 18 e 19 anos de idade ou alunos de centros de treinamento e escolas militares.
Cerca de 70 por cento dos militares têm entre 20 e 39 anos de idade, mesma faixa etária à qual pertencem 70 por cento das pessoas infectadas pelo HIV na população em geral, segundo a Unaids.
"As ações de capacitação em prevenção da Aids nesse grupo são especialmente importantes devido ao potencial multiplicador e à mobilidade dos militares, responsáveis por uma considerável parcela dos movimentos inter-regionais no Brasil e por missões de paz no exterior", informou em comunicado a Unaids.