Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Brasil trabalha para manter mercado interno aquecido, diz Lula

O governo brasileiro está agindo para manter o mercado interno aquecido como forma de minimizar os efeitos da crise financeira global para o país, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado, em Washington, onde participa da reunião do G20. (Leia Mais)

Sábado, 15 de Novembro de 2008 às 18:34, por: CdB

O governo brasileiro está agindo para manter o mercado interno aquecido como forma de minimizar os efeitos da crise financeira global para o país, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado, em Washington, onde participa da reunião do G20.

– O Banco Central do Brasil e o Ministério da Fazenda estão trabalhando para estimular a demanda doméstica para compensar parcialmente a queda das exportações – declarou o presidente.

O superávit comercial brasileiro recuou em outubro, mês em que as exportações caíram além do esperado frente a setembro, ao mesmo tempo em que as importações ficaram praticamente estáveis. O superávit comercial foi de US$ 1,207 bilhão no mês passado, o pior resultado em sete meses. Na comparação com o superávit de US$ 2,754 bilhões de setembro, a queda do saldo foi de 56%.

O presidente afirmou também que a melhor solução para a crise financeira internacional seria os países ricos resolverem seus próprios problemas "crônicos".

– Os EUA e a Europa devem resolver os problemas crônicos de suas políticas econômicas. O volume de dinheiro de plano de socorro do EUA e da Europa ainda precisa atingir o consumidor final e, desse modo, impulsionar o consumo e permitir às indústria aumentar a produção – destacou Lula.

Lula, porém, avaliou que a crise econômica global terminará antes do que as pessoas imaginam.

– O G20 não pode permitir que uma crise incentivada pela especulação prejudique a produção e a economia real de países em desenvolvimento – avalia.

Ação rápida

Os líderes mundiais que formam o G20 devem encontrar soluções concretas e coordenadas para prevenir que a atual recessão se torne uma depressão, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também se encontra na capital norte-americana. Especificamente, o G20 deve trabalhar para chegar a reformas de regulação e gastos governamentais coordenados em um esforço para ressuscitar o debilitado crescimento global, disse Mantega a jornalistas após uma reunião com os primeiros-ministros e ministros de Finanças da Grã-Bretanha, Japão e Austrália.

– Se não tomarmos uma ação rápida corremos o risco de cair em depressão. Para reanimar a confiança é preciso haver regras claras, e mais transparência – disse Mantega.

Assim como Mantega, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enfatizou a importância de levar adiante as negociações da Rodada de Doha de comércio internacional, dizendo que as grandes economias mundiais deveriam tomar cuidado para não deixar que a crise vire uma desculpa para o protecionismo.

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