Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2026

Brasil terá 'central de espionagem' na Alemanha

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá uma "central de espionagem" na Alemanha para dar auxílio à comissão técnica da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. (Leia Mais)

Quarta, 22 de Março de 2006 às 09:04, por: CdB

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá uma "central de espionagem" na Alemanha para dar auxílio à comissão técnica da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. A central terá ilha de edição, telões e outros equipamentos para que Carlos Alberto Parreira e Mario Jorge Lobo Zagallo possam acompanhar os adversários do Brasil na primeira fase e potenciais rivais nas fases subseqüentes do Mundial.

- No mesmo dia vamos ter como receber o videoteipe dos jogos. A Alemanha é um país pequeno, o deslocamento não é muito difícil e no mesmo dia já estaremos recebendo material -disse o técnico Parreira.

Atualmente uma mini-central já existe na sede da CBF para dar suporte à comissão técnica. Nela, Parreira, o coordenador técnico Zagallo, e o supervisor Américo Faria, acompanham o desempenho dos brasileiros que atuam no exterior.

- O que temos atende bem a nossa necessidade - completou o treinador.

O Brasil já tem dois espiões trabalhando para a seleção que são Jairo Santos e, eventualmente, o auxiliar de Parreira, Jairo Leal. O treinador pretende anunciar nos próximos dias o nome do terceiro "araponga" da Seleção, que pode ser o ex-técnico do Corinthians, Antônio Lopes.

- Existem alguns nomes, estamos analisando. O Lopes é um bom nome, e em breve o espião será anunciado - disse Parreira.

Entre os outros cotados estão o treinador Gilson Nunes e o capitão do tetracampeonato Dunga.
Parreira aproveitou para criticar a decisão da Fifa de não prorrogar o prazo para inscrição dos jogadores para a Copa, que vence em 15 de maio.

Segundo ele, a Seleção não pretendia trocar jogadores, caso o prazo não fosse estendido. Ele disse que a o Brasil estava sendo solidário ao pleito das outras seleções do mundo.

- Não deu para entender. Acho que as pretensões dos treinadores eram perfeitamente aceitáveis e compreensíveis. Não exigia nenhum sacrifício da Fifa e não ia mudar nenhuma regra - disse.

Segundo Parreira, os técnicos gostariam de conhecer melhor o estado físico e técnico de seus jogadores antes de convocá-los.

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