Para ficar com o caminho mais fácil na segunda fase, o Brasil busca a vitória diante dos EUA, nesta segunda-feira, pela segunda rodada do grupo E do Mundial Masculino de Vôlei, que está sendo realizado na Argentina. Conhecido por seu jogo altamente tático, os norte-americanos apostam na experiência do levantador Lloyd Ball, um dos melhores do mundo atualmente. O próprio técnico do Brasil, Bernardinho, admite o receio com o jogo do atleta. 'O Ball voltou muito bem e é um ponto a mais para eles. Será um jogo extremamente difícil', aponta. A dificuldade é provocada, principalmente, pelo fato de os EUA terem ficado fora da Liga Mundial. 'Eles fizeram uma tática diferente e não jogaram a Liga por questões comerciais. Fizeram uma coisa mais racional e se prepararam muito bem para o Mundial. São os adversários mais fortes e perigosos', explica. Velho conhecido de Bernardinho, o técnico sabe que os norte-americanos terão um jogo defensivo muito forte, com estudo muito alto de praticamente todas as jogadas brasileiras. 'A força dos EUA é o sistema defensivo. Eles estão sacando melhor do que na temporada passada e sempre estudam muito o jogo do adversário', lembra. Os jogadores sabem que precisarão improvisar para superar o bloqueio adversário. 'Temos de jogar o que sabemos e até mudar as coisas algumas vezes. Será um jogo muito estudado', comenta Nalbert, que ainda é dúvida para a partida e poderá dar lugar, mais uma vez, ao ponta Dante. O ponta André Nascimento explica que o jogo será complicado e poderá decidir o futuro do Brasil. 'Sabemos que será a partida mais difícil. É um time pedreira e muito difícil de se enfrentar. Temos de ter calma para vencer e pegar até uma chave mais fácil, teoricamente, na segunda fase', aponta. Caso o Brasil vença a partida, ele praticamente a liderança do grupo e deverá enfrentar o vencedor do grupo D (provavelmente a Iugoslávia), o segundo do F (República Tcheca, Cuba ou Holanda) e o terceiro dos grupos A, B ou C. Já uma derrota deve colocar a seleção brasileira na segunda posição do grupo, o que poderia fazer com que o país enfrentasse uma chave com Rússia e Holanda na segunda fase. 'Será um caminho mais complicado, se ficarmos em segundo, mas não podemos nos apavorar. Temos condições', explica Bernardinho. Nos confrontos diretos, o Brasil leva vantagem com 74 vitórias contra 50 do adversário. Nas últimas seis vezes em que se enfrentaram, os brasileiros saíram vitoriosos em cinco oportunidades.
Brasil tenta segunda vitória no Mundial de Vôlei contra os EUA
Domingo, 29 de Setembro de 2002 às 20:07, por: CdB