Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Brasil tem 'bala na agulha' para enfrentar alta do dólar, afirma presidenta

Quarta, 28 de Agosto de 2013 às 12:58, por: CdB
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Dilma garante que a economia brasileira é sólida o suficiente para fazer frente à alta do dólar
A presidenta Dilma Rousseff justificou a recente alta do dólar no mercado brasileiro como resultado da política monetária dos Estados Unidos e lembrou que o Brasil tem grandes reservas internacionais, que chamou de "bala na agulha", para lidar com essa turbulência. – Sabe aquela história de guardar no colchão? O Brasil não guarda no colchão, mas ele tem entre US$ 378 e US$ 372 bilhões em reservas (internacionais). Então, nós temos o que se chama 'bala na agulha' para encarar esses processos que ocorrem internacionalmente – disse Dilma em entrevista por telefone a rádios de Belo Horizonte. Desde que o Federal Reserve, banco central norte-americano, anunciou que poderia começar a reduzir seus estímulos econômicos a partir de setembro, ocorreu um movimento de forte desvalorização das moedas em diversos de países. A alta do dólar nas últimas semanas se dá neste contexto, mas ela também é alimentada por um pessimismo em relação à economia brasileira. Na semana passada, o Banco Central anunciou um programa de leilões cambiais, com potencial de 60 bilhões de dólares, para tentar reduzir a volatilidade da moeda norte-americana. – Nossa política é de dólar flexível. O que nós fizemos? Nós entramos no mercado para atenuar essas flutuações, para não deixar que elas sejam abruptas... a gente atua de forma a suavizar essas oscilações – disse. Mas ela ressaltou que o governo não tem cotação alvo para o dólar: – Não temos. Se você perguntar para alguém se tem, e se alguém responder que tem, você desconfia, porque ninguém tem condições de dizer isso. Dilma aproveitou para justificar o fraco desempenho da economia brasileira – que cresceu apenas 0,9% em 2012 e apenas 0,6% no primeiro trimestre deste ano – pelo cenário global. – Você tem um quadro internacional nas economias de muito baixo crescimento ou, inclusive, de recessão... nós estamos numa situação de manter o crescimento, nós queremos que o crescimento se mantenha – afirmou. A presidente acrescentou que a situação fiscal do Brasil é "muito boa" e, otimista, lembrou que neste semestre devem ocorrer vários leilões de concessões para obras de infraestrutura, "que vão atrair muitos investimentos". Recuperação gradual Os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) parecem concordar com a presidenta Dilma. A economia do Brasil está se recuperando gradualmente da desaceleração que começou em meados de 2011, mas mais esforços para impulsionar a produtividade, a competitividade e os investimentos são cruciais para melhorar o crescimento, afirmou o FMI, em relatório publicado nesta quarta-feira. Em um relatório feito com base em consultas anuais junto a autoridades econômicas brasileiras, o FMI elogiou o foco do Brasil em reformas para melhorar os problemas do lado da oferta, afirmando que isso vai impulsionar o investimento e aliviar os gargalos de infraestrutura. O relatório informou ainda que será importante para o Brasil elevar a poupança doméstica, melhorar o mecanismo de indexação do salário mínimo e continuar a reformar seu sistema previdenciário. "Outros esforços para fomentar o investimento privado deveriam incluir a melhora da taxação e das condições empresariais", informou o FMI.
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