Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026

Brasil se esforça para garantir lugar no cenário internacional

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse, nesta segunda-feira, na abertura do XIV Fórum Nacional de Altos Estudos, no Rio de Janeiro, que, "ao contrário do que dizem alguns críticos, o país está se esforçando para garantir seu lugar no novo cenário internacional, onde se destaca a sociedade do conhecimento". Fernando Henrique reconheceu, entretanto, que o momento é difícil e o medo acaba tendo conseqüências sobre os objetivos de um país pacífico como o Brasil.

Segunda, 06 de Maio de 2002 às 20:41, por: CdB

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse, nesta segunda-feira, na abertura do XIV Fórum Nacional de Altos Estudos, no Rio de Janeiro, que, "ao contrário do que dizem alguns críticos, o país está se esforçando para garantir seu lugar no novo cenário internacional, onde se destaca a sociedade do conhecimento". Fernando Henrique reconheceu, entretanto, que o momento é difícil e o medo acaba tendo conseqüências sobre os objetivos de um país pacífico como o Brasil. "Essas conseqüências não são suficientes para nos desanimar. Nós podemos construir as nossas vantagens comparativas. Já não estamos mais à mercê da definição alheia dessas vantagens", ressaltou. Segundo o presidente, o país dispõe de talento, seriedade e persistência para alcançar seu objetivo. "As sementes foram plantadas, temos que persistir no rumo, que elas vão frutificar mais e mais", disse o presidente. O tema do encontro foi "O Brasil e a Economia do Conhecimento". Analfabetismo digital FHC comentou que o combate ao analfabetismo digital é um dos desafios que o país terá de vencer como sociedade para avançar mais no campo da economia do conhecimento. O programa do governo "Sociedade da Informação", cuja tarefa será generalizar o uso do computador e o domínio da tecnologia da informação no ensino público, foi citado com exemplo de um primeiro passo dado pelo governo. Para Fernando Henrique, uma certa morosidade no Congresso, causada pela negociação política, atrapalhou de certo modo os avanços nesse campo, apesar de existirem recursos depositados pelas empresas de telecomunicações. A partir da privatização do setor de telecomunicações, o número de celulares no Brasil pulou de 800 mil para 28 milhões em quatro ou cinco anos, enquanto os telefones fixos totalizam hoje mais de 40 milhões, explicou o presidente. Ele afirmou também que existe ainda um desenvolvimento razoável da Internet no Brasil, lembrando que o número de servidores passou de 298 para 1.600 neste ano e que a venda estimada de computadores pessoais em 2002 é de 4,5 milhões. Ensino fundamental e superior O presidente Fernando Henrique Cardoso destacou também os avanços do Brasil no campo do conhecimento, ressaltando o esforço consistente do governo para dar acesso universal à educação. De acordo com dados do governo, o país tem hoje 97 por cento das crianças nas escolas. Quanto ao ensino secundário, o presidente disse que a universalização poderá ocorrer em 10 anos, "desde que haja investimentos na área". O número de matrículas nas universidades brasileiras atingiu 2,650 milhões, com 340 mil concluintes. O Brasil passou de 4.087 mestrandos, em 1987, para 18 mil, em 2002.

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