A importação de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de botijão, diminuiu em 62% entre 2000 e 2004. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os gastos anuais com a importação do produto foram reduzidos, no período, de US$ 798 milhões para US$ 397 milhões. Ao comparar 2004 com 2003, no entanto, percebe-se um aumento de 25,2% nos gastos, devido a elevação dos preços internacionais do GLP. O volume, no entanto, manteve a tendência de queda (-7,8%).
Dados da ANP apontam para uma redução na dependência externa de GLP em mais de 45% do volume total do mercado brasileiro, em 2000, para 27,55%, até novembro do ano passado, segundo analista consultado pelo Correio do Brasil. Entre 2000 e 2003, o consumo de GLP manteve tendência de queda, embora o consumo em 2004 tenha sofrido uma leve alteração, com alta superior a 2%.
- A economia cresceu ao longo do ano passado e o consumo de GLP na indústria, por se tratar de uma fonte de energia limpa, tende a crescer de forma proporcional ao aquecimento econômico - disse o economista Flávio Lemos, da Global Station Financial Markets.
Segundo Lemos, a alta dos preços do produto foi causada pelo realinhamento promovido pela Petrobras, a partir de 2000. As novas tarifas em vigor no mercado interno foram compatibilizadas com as cotações internacionais. Ano passado, porém, a estatal manteve os valores defasados em relação do mercado estrangeiro.
Lemos também admite que a expansão das redes de gás natural, nas principais cidades brasileiras contribuiu para a redução da demanda do GLP no país.
- A ANP divulgou que a produção nacional de GLP, tanto nas refinarias privadas quanto nas centrais petroquímicas, aumentou 28% entre 1999 e 2004. O fato elevou o volume produzido de 6,56 milhões de metros cúbicos para 8,41 milhões de metros cúbicos no período. Já o consumo saiu de 12,46 milhões de metros cúbicos, em 1999, para 11,68 milhões de metros cúbicos, em 2004 - informa o analista financeiro.