Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Brasil reafirma que não abre mão de gás da Bolívia

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, disse nesta quarta-feira que o Brasil não vai aceitar abrir mão de parte do gás a que tem direito em acordo firmado com a Bolívia para ajudar a Argentina, país que enfrenta uma crise energética. (Leia Mais)

Quarta, 20 de Fevereiro de 2008 às 15:24, por: CdB

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, disse nesta quarta-feira que o Brasil não vai aceitar abrir mão de parte do gás a que tem direito em acordo firmado com a Bolívia para ajudar a Argentina, país que enfrenta uma crise energética.

— O presidente Lula é sensível à necessidade argentina —, disse o porta-voz.

— Em momentos críticos de falta de energia na Argentina, o Brasil continuará se esforçando para ajudar, sempre que for viável. Nas condições atuais, entretanto, o Brasil não pode abrir mão do volume de fornecimento contratado —, acrescentou.

— Eu saliento que o Brasil não pode se desabastecer —, afirmou.
 
O assunto deve ser tratado por Lula em uma reunião com o presidente boliviano, Evo Morales, e a presidente argentina, Cristina Kirchner, marcada para o próximo sábado, em Buenos Aires.

Negociação

Na semana passada, Morales disse que iria conversar com Lula e Cristina para que, juntos, encontrassem uma fórmula para distribuir o limitado gás boliviano aos dois países.

— Na questão da energia, temos que atuar dentro da complementaridade entre todos os governos da região —, afirmou.

A sugestão de que o Brasil abrisse mão de parte de seu gás para ajudar a Argentina foi feita também na semana passada pelo vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, durante visita a Brasília.

Anteriormente, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já haviam dito que o Brasil não estava disposto a abrir mão do gás importado da Bolívia.

A Bolívia é dona da segunda maior reserva da região, mas a queda nos investimentos tem provocado queda na produção do país. O Brasil importa diariamente 30 milhões de metros cúbicos de gás boliviano.

Segundo Baumbach, o presidente Lula não irá à Argentina com uma proposta concreta de alternativa a oferecer a argentinos e bolivianos.

— Por enquanto, não existe nenhuma proposta concreta, existe apenas a disposição de dialogar e auxiliar a Argentina —, disse.

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