O impasse permanece nas negociações entre países ricos e pobres. O encontro ocorrido neste domingo para a formatação de um plano de abertura do comércio em produtos verdes foi questionado pelo Brasil, que prevê outra ação nociva dos Estados Unidos e União Européia levantada às margens das conversações climáticas, em Bali. Para os representantes brasileiros, este é apenas mais um artifício protecionista das nações desenvolvidas para manter os atuais níveis de exploração das nações em desenvolvimento.
Ao término de dois dias de conversações envolvendo representantes de 32 países, incluindo 12 ministros do Comércio, Brasil e os EUA passaram a trocar críticas. A proposta envolve o corte das tarifas de importação sobre uma lista de 43 produtos benéficos ao meio ambiente, como turbinas de vento e painéis solares. Se ganhar apoio amplo, pode levar a uma redução global nas emissões de gases causadores do efeito estufa.
Segundo o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, "não há acordo sobre a proposta dos EUA e UE".
- Acho que a lista está incompleta. Ela não terá grande efeito sobre as mudanças climáticas. Não está comprovado que efeito terá sobre as mudanças climáticas -- talvez um pouco, aqui e ali - afirmou.
Os representantes comerciais se reuniram pela primeira vez às margens da conferência climática anual da Organização das Nações Unidas (ONU), abrindo uma nova frente na batalha contra o aquecimento global. Cerca de 20 ministros das Finanças também vão se reunir em Bali na segunda e terça-feira. Mas o resultado das conversações do sábado e domingo foi menor do que esperavam a ONU e a Indonésia, que abriga a conferência.